Retomar a ação

Quando nos dispomos a fazer análise sobre alguma coisa, quando discutimos ou observamos algo e emitimos uma opinião no universo que nos rodeia, sentimos prazer por isso. É uma coisa que nos conforta, mesmo na crítica mais contundente sobre determinado assunto. Porém, o prazer está em emitir uma opinião, sem se apropriar da verdade, mas com a certeza de que temos algo a dizer sobre o objeto em causa.

Estava eu, por isso, tentando achar algo a dizer sobre o Avaí. Não tenho mais. Esgotaram-se minhas palavras. Não do Avaí que conheci, mas deste que está aí. Fazer apelos chamativos, ou elaborar uma crítica ácida, pedir calma e paciência ou sair caçando bruxas de pouco adianta. É um discurso que vai ficando vazio. Chegamos no limiar até da falta de indignação. Chegamos àquele momento no qual nem o ódio depura mais e o que sobrevém é o desprezo, puro e simples, e absoluto, e que se torna um perigo para um clube de futebol, ter torcedores que desdenham e o desprezam.

Os avaianos estão adotando o “porta-me lá” como forma até de se preservar da vergonha que estão passando nestes dias, algo totalmente compreensível.

Pedir FORA JOGADOR, pedir FORA DIRETORIA, clamar por uma auditoria na gestão passada, achar os culpados aqui e ali são as soluções ocasionais e pontuais e movidas por um sentimento de torcedor, alguns com viés político.

Qual é a solução? Fazer cornetagens lúcidas, daquelas de não se tapar o sol com a peneira? Ou cair no lugar-comum dos modinhas, que só aparecem na boa, quando o filé mignon está servido? É ir a todos os jogos e sofrer feito amante não correspondido, mas pra dizer que é avaiano até morrer?

A questão não pode se resumir apenas a isso. As picuinhas, os malquereres, as vinganças e preconceitos precisam e devem ser expurgados definitivamente, sob pena de se viver todo o dia apontando dedos daqui pra lá e de lá pra cá. É preciso avançar e reconstruir o sentimento, mas abraçado à razão. Estamos todos no mesmo barco, ora bolas!

Também confesso que não sei mais qual a solução para isso tudo. Temos plena consciência de nosso tamanho e o que é preciso, os sacrifícios que foram feitos e os ainda a fazer para nos mantermos no lugar que conquistamos. Jamais podemos dormir sobre a glória e, tendo-a alcançado, pensar nas dificuldades que nos levaram até ali.

Por isso, devemos voltar a pensar na humildade que nos fez chegar ao ápice. Não é pensar pequeno, mas sermos realistas. O Avaí que chegou ao topo caiu. Não existe mais. E isto precisa ser aceitado e entendido para retomarmos a ação, porque mesmo neste universo duro e intragável, ainda temos possibilidades.

É claro que não passa por nossas cabeças abandonar o Avaí, a instituição, a história, o gostar do futebol e de suas idiossincrasias. Mas, a emoção de ser torcedor escorrerá pelas mãos como areia da praia, a não ser que a nossa capacidade de reagir seja a de recomeçar tudo outra vez, passo a passo.

Somos uma legião de fanáticos que está perdendo as referências. E é necessário que elas voltem. Do contrário, o pouco que foi construído terá sido em vão. É melhor, então, fechar as portas.

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A farsa pronta

No mundo atual, algumas pessoas enganam profissões, pontos de vista, pareceres e definições tudo isso para ou ser aceito pela maioria ou ganhar uns cascalhos verdinhos. No mundo do faz de conta, já diziam os teóricos religiosos, ter é melhor do que ser. E eu digo que parecer ter é melhor ainda, segundo essa lógica.

Ver um Roberto Carlos, denominado rei da música brasileira, trazendo uma legião de fãs na sua esteira, além de outros milhares de simpatizantes, sem contar toda a mídia, empresários, patrocinadores, fazendo propaganda de grife de carne soa estranho. Até ontem o sujeito era defensor ferrenho do vegetarianismo. Ao menos, na frente das câmeras.

Assistir a um craque como o Romário, que enquanto era jogador não era dado a comportamentos ditos adequados até se tornar um deputado e sair defendendo as causas nobres, fazendo comercial de cerveja, também ecoa uma esquisitice medonha.

Ver para um time como o nosso, que finge que joga alegando falta de salários, quando se sabe que boa parte dos atrasados já foram pagos e aí se sabe é que não querem jogar mesmo e os torcedores ainda de digladiam por alguns deles, é patético.

E agora, quando se esperava que um Tribunal, local onde se pensava que a justiça fosse aplicada com denodo, com retidão, ela mesmo sendo o significado da igualdade e do equilíbrio, constatar-se que é apenas o átrio de torcedores togados, desempenhando uma ópera-bufa, uma farsa, faltando apenas hastear bandeiras tremulantes, é de se pensar que as coisas se encaminham para um lado obscuro da civilização. O lado da mentira, da burla, do embuste, da falta de honradez.

Quem me conhece sabe que não sou defensor do moralismo barato e abomino o politicamente correto, mas tem coisas que são intragáveis. Eu queria, sim, que os jogadores do meu time fossem punidos, bem como o apitador daquela partida, da mesma forma que os jogadores doladelá. Estavam todos juntos no mesmo balaio e todos foram protagonistas, sem tirar nem pôr. Foi o jogo que todos vimos e passado pela TV para milhares de testemunhas.

As decisões do TJD-SC tomadas nesta terça-feira, contudo, referentes aos ocorridos no último clássico entre Avaí e Figueirense, com um desequilíbrio absurdo e movidas apenas pela raiva acumulada de torcedores fanáticos e vingativos, ferem de morte o próprio futebol, que antes era apenas um entretenimento e vai se tornar uma batalha tribal.

O TJD-SC transformou-se num camarote particular de um time de futebol. Faltou justiça e sobrou desfaçatez. E a vontade que qualquer pessoa de bom senso tem é desistir disso tudo.

Os miseráveis

Passei meu último fim de semana na Serra Gaucha, conhecendo a famosa Festa da Uva de Caxias do Sul e apreciando os mais variados vinhos, sucos de uvas, colhendo uvas nos parreirais, amassando uvas na mastela para fazer vinho, visitando vinícolas, castelos, caves e adegas as mais variadas e comendo todos os tipos de massas, carnes e doces da cultura local. Foi fabuloso e já deixa recordações pelos ótimos momentos.

Porém, como um bom e inveterado chato que sou, quando vou para estes lugares não me contento apenas em comer, beber e me divertir, mas em ouvir as pessoas, o que elas tem para dizer e qual suas histórias de vida. Colhi, além das uvas, frases e experiências.

Uma delas, proferidas pelo seu Juarez Valduga, dono e principal funcionário de uma das maiores vinícolas da América, a Vinícola Valduga, me chamou a atenção pelo momento e pelo entorno. Ele disse, rodeado por empregados e por turistas ávidos por uma taça de espumante geladinho, que o trabalho é o que gera a riqueza.

Interessante, né? Simples. Direta. Objetiva. Uma frase de efeito, bem colocada, dosada pra fazer repercutir. É uma das frases que mais se lê nestes livrinhos de auto-ajuda, que muito servem para ajudar seus escritores a ficarem ricos. Bom, tirada do contexto, esta frase era apenas isso, um epíteto bonitinho.

No entanto, ao saber que o seu Valduga começa a trabalhar às cinco da manhã, já na terra e cuidando de seu enorme parreiral, colhendo uvas, levando-as para a fabricação do vinho, avaliando uma a uma as milhares de garrafas em maturação em sua enorme adega e acabando a lida lá pelas sete da noite, todos os dias, faço chuva ou faça sol, percebo que a tal frase tem um enorme valor. Ele chegou onde chegou, uma potência no mundo da vinicultura, não porque senta atrás de uma mesa e espera os empregados lhe trazer as moedinhas, mas porque levanta cedo e vai trabalhar, de sol a  sol, para depois colher os frutos, literalmente. A riqueza dele é tirada do seu próprio suor.

Ao saber, lá, num lugar distante, num local onde o futebol é respirado por outros clubes, que o meu clube do coração, cujos jogadores fracassados e cansados perdem para uma combalida Chapecoense, está num hexagonal disputando um não rebaixamento, é que percebo o quanto estamos pobres. Não por dívidas, falta de empresários ou financiadores, mas pobreza de dignidade, de atitude, de honra e coragem e sobrando displicência e pouco caso.

O time do Avaí, hoje, é um resto. O que sobrou do banquete. Um osso mal raspado dado aos cachorros. O pó de café já passado que restou no coador. Um bando de miseráveis na linha da pobreza.

Não existe salários ou algo que o valha que resolva isso. Não existe cabeça de burro enterrada. Não é por malquereres. Não é nem pelos vinte centavos. O que falta na Ressacada, neste time do Avaí, é vergonha na cara.

Presidente da CBF visita o Criciúma Esporte Clube !

Antenor recebe o presidente da CBF no Majestoso

José Maria Marin conversou com o presidente do Criciúma nesta tarde

O presidente da CBF visitou o estádio Heriberto Hülse na tarde desta quarta-feira. José Maria Marin esteve em Criciúma acompanhado do presidente da Federação Paulista e candidato oficial à sucessão, Marco Polo del nero, e do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho.

Marin fez elogios à estrutura do Criciúma, em especial ao gramado do Majestoso. “O importante é o fator gramado, é o palco para os artistas, e o público paga para ver um espetáculo. Eu quero dar os parabéns à diretoria do Criciúma”, afirmou, observado de perto pelo presidente Antenor Angeloni.

“Eles vieram por gentileza. E o Delfim ajudando, sempre amigo, trazendo coisas boas para o Criciúma. Essa gente é que manda e eles são muito bons de trabalhar”, disse Antenor, elogiando a comitiva e abrindo o voto para Del Nero. “O próprio Marco Polo vai fazer uma grande, talvez a melhor administração. Será um grande presidente”, afirmou.

Sobre a sua sucessão, em eleição nos próximos meses, Marin acredita que Del Nero possa ser aclamado presidente, sem chapa de oposição, embora um grupo liderado pelo presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto, esteja se articulando para montar uma chapa alternativa.

“A eleição da CBF é um processo democrático. Respeito todos os nomes, mas tenham certeza que será uma eleição tranquila, eu acredito até em aclamação. Não será disputa, mas sim uma festa de confraternização entre nossos parceiros, os presidentes de Federações e clubes. Será uma festa de amigos”

ELOGIO
O presidente da CBF elogiou, ainda, o momento do futebol catarinense. “Quero ressaltar o ótimo momento do futebol de Santa Catarina. É um trabalho de equipe, do presidente da Federação, dos clubes e associados que prestigiam. O futebol de Santa Catarina é um exemplo de boa administração”, ressaltou.
Logo após a visita, que durou cerca de 40 minutos, os dirigentes retornaram para Florianópolis, onde participam do Congresso da Fifa.

Criciúma 1 x 1 Marcílio. Saída de Drubski !

O jogo entre Criciúma e Marcílio Dias pela sétima rodada do Catarinense poderia ser uma das questões do vestibular da UFSC para este ano:

questão 1 –  O Criciúma empatou em 1 a 1 com o Marcílio Dias em 19 de fevereiro e não conseguiu os três pontos por:

01 – Jogou sem vontade e com vontade de derrubar o técnico;

02 – O técnico Ricardo Drubski não treinou seu time;

04 – O técnico Ricardo Drubski falava em Ucraniano e os jogadores entendiam em Irlandês;

08 – Os jogadores do Marcílio são melhores que os do Tigre;

16 – O elenco do Criciúma é ruim !;

32 – Contra o Criciúma os times se matam para vencer como se fosse um jogo de final de campeonato;

64 – O árbitro influenciou no resultado amarrando muito o jogo como disse o técnico Drubski.

 

O meu somatório deu 61 e o seu ????????

Uma fórmula furada

Sinceramente, ainda quero conhecer a sumidade que bolou a fórmula deste campeonato catarinense, conhecido como Copa Ônix do Delfim, ou Chevetão para os mais íntimos. É de uma inteligência sem limites, digno de receber os laureados prêmios das academias de ciências ao redor do planeta, quiçá do universo. Dirão os ensaboados que todos os clubes assinaram. Claro, óbvio, (dããã!) os coitados dependem de cotas e de prestígios para sobreviver nessa barafunda, assinam até atestado de óbito de quem está vivo.

Quem acompanha as disputadas pelejas barrigas-verdes nos campos de futebol sabe de cor e salteado que nossos campeonatos possuem dois períodos: aquele onde os clubes do interior menos abonados técnica e financeiramente disparam na frente e a fase pré-final, onde os ditos grandes começam a se assanhar.

Isso é assim por uma lógica bem simples, que qualquer garoto de jardim de infância percebe.

Os chamados clubes pequenos, estes que saem como relâmpagos no início da competição, ficam sem futebol competitivo desde a metade do ano. Dessa data até o fim da temporada nacional, ficam preparando musculatura e capacidade cárdio-respiratória de seus atletas até a exaustão. Assim, quando inicia a competição estadual, estão em quase cem por cento de suas aptidões físicas.

Enquanto isso, os demais, os chamados clubes grandes, que jogaram campeonatos até dezembro do ano anterior, ainda permanecem na fase de preparação e só embalam na segunda metade do campeonato. Alguém quer uma prova clara? A Chapecoense, que até o ano passado disputava só o catarinense como campeonato de grande interesse, jogando divisões de acesso nacionais apenas para cumprir tabela, vinha para o catarinense como uma bala, mas morria na praia logo nas viradas de turno. No ano de 2013, por exemplo, ela jogou até o final uma série B e neste ano está com dificuldades de se acertar no catarinense.

Podemos colcoar qualquer um destes chamados pequenos nesta condição e o resultado será o mesmo.

Quem bolou esta competição, com certeza não pensou nisso, apenas em regulamentos e tabelas. Ora, se uma final com os chamados grandes ainda dá prejuízo, imagine ver a disputa de título de campeonato entre Brusque e Metropolitano.

Claro, pode parecer preconceituoso, mas campeonato oficial de futebol tem que ter retorno financeiro. Ou alguém ainda vive nos tempos da caridade?

Se estes ditos pequenos chegarem a uma final por qualidade e determinação, como a própria Chapecoense chegou algumas vezes, por méritos, merecem o título. Agora, apenas pela força das ventas, desculpe, mas futebol moderno e profissional não é assim. Então se tire os patrocinadores, as cotas de TV, os investimentos e vamos todos jogar torneio início, ali no campinho do Avante.