Black Blocs da bola

Para que serve um time de futebol?

A resposta a esta pergunta até os chapa-pretas sabem.

Até os derrotados da última eleição do Avaí (e não venham dizer que isso é bobagem, porque falam a toda hora em continuidade) conhecem.

Até os cheiradores de cueca de jogador devem saber.

Um time de futebol serve para participar de campeonatos, ganhar jogos e conquistar títulos, representando o clube e suas tradições ao longo das temporadas. Se alguém discordar, ou não sabe o que é futebol ou está de má fé.

Seus jogadores precisam ganhar dinheiro que os sustente em relação a isso?

Sim, não é necessário nenhum esperto nos ensinar. Qualquer cidadão merece isso. Porém, as convenções se inverteram.

Time de futebol que serve para reivindicações trabalhistas, para discutir relação interpessoal entre um e outro jogador, ou que queira emparedar dirigente do clube, tudo isso dentro do campo, pode ser qualquer outra coisa, menos um time e não merece o respeito de quem sai de casa para assistir a um jogo.

Se um time de futebol tem, com relevância ou não, problemas de ordem financeira ou existencial para resolver no clube onde habita, que o faça do túnel para fora. Ali no campo, no gramado, joga-se bola e não panfletos.

A partir do momento em que um jogador veste um uniforme, entra em campo, perfila para ouvir o hino e toca na bola ele tem um compromisso com o futebol e não com a política. Ou então não entre em campo, que simule contusão, batizado do filho, unha encravada, qualquer outra desculpa. Que fique lá fora.

Jogador de futebol que amolece jogo por reivindicações políticas ou morais que existem fora das quatro linhas, sejam elas pertinentes ou não, merece o repúdio de quem senta nas arquibancadas. Dos organizadores do campeonato, das redes de TV e rádio, dos patrocinadores, dos espectadores mais comuns. Tem o mesmo peso de quem arranja resultados para favorecer os pilantras do futebol.

E estamos conversados. E quem pensar diferente que vá reclamar para as couves.

O que o time do Avaí está fazendo, dentro de campo, é de uma sem-vergonhice tão grande que merecem, todos os jogadores, a aplicação da lei, ou seja, demissão por justa causa. Já!

A partir de agora a coisa ficou séria, pois não temos mais moral nenhuma para convocar torcedores a irem ao estádio.

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