Da frigideira para o micro-ondas

Neste domingo, quando no inferno provavelmente estava bem mais frio que na Ressacada, tivemos mais uma rodada do Ônix do Delfim, cuja participação do Avaí melhorou um pouquinho. E o torcedor, que quase virou ovo frito, percebeu que o time teve um ânimo a mais, talvez porque estes jogadores gostem de jogar sob o sol escaldante.

Claro que não teve nada a ver com o dinheirinho que pingou nas contas dos boleiros, nos últimos dias, e muito menos com a resolução do relacionamento interno. Isso é intriga de quem não tem o que fazer. É pura coincidência.

O grupo avaiano, que é composto por guerreiros, começará a jogar muito bem já na próxima rodada, haja vista que o maior desafeto de alguns pegou as malas e foi fazer um cruzeiro na Antártida. Não teremos mais quebra-quebra nos vestiários e nem corpo mole. Agora sim, agora vai. Isso prova que não estamos pra brincadeira e o que os jogadores sugerirem de bom para o clube a diretoria avaiana vai acatar de bom grado.

Muito provavelmente este time de homens não se classificará para o quadrangular do bem, mas seus jogadores dirão, após o fracasso, que deram o melhor de si e só não conseguiram por mero detalhe. Nelson Rodrigues já dizia que a modéstia é a explicação para a incompetência.

O jogo no primeiro tempo esteve morno, com temperatura bem abaixo da do ambiente, que era quase um forno a lenha debaixo de um porão. Acho até que é desumano fazer campeonatos numa época dessas. Eu com o freezer cheio de geladas e tendo que beber água de copinho, é muita desumanidade! Mas até que o time que vestia azul fazia a sua graça. O jogador chamado Bocão deve ter brigado com o resto do grupo e foi o que mais se assanhou, o que mais jogou futebol. Provavelmente deve ter recebido o vale transporte recheado.

O dente mole pendurado na boca chamado Émerson Nunes finalmente colocou o rapaz de Biguaçu no banco. O coitado, dedicado que é, não aguentava mais ter que começar jogando sem sentir o clima das partidas. Como é um jogador cerebral (cof! cof!), do banco ele conseguiria perceber como as jogadas se desenrolariam e assim que entrasse, estrategicamente, faria o time vencer. O problema é que nem todos acompanham ou entendem a sua inteligência superior e não traduzem em gols as suas mirabolantes jogadas. Sim, aqueles toquinhos para o lado e as cavadinhas por cima da zaga são coisa de gênio. Pensando o quê?

O segundo tempo do jogo mudou apenas o lado para se assar o rosto. Continuávamos dominando, impondo o futebol mais vezes campeão de Santa Catarina, mas a tradução disso em gols não ocorreu. Soube depois que foi porque a bola inchou de tanto apanhar de Luciano, de Betinho e depois ter sido violentada por Felipe Alves.

Mas, ficamos num zero a zero tático fenomenal, algo para se valorizar, haja vista que não é todo dia que se joga contra um super time de série A como o Criciúma. Na próxima, no ano que vem, a gente ganha.

A boa notícia destes últimos dias é que finalmente os ratinhos da Ressacada serão conduzidos pelo flautista mágico. Como sou um sujeito otimista, espero que o abismo ali na frente não seja tão fundo.

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