Toca, Raul!

Os deuses do futebol são caprichosos. O jogador Vicente, do Avaí, que vinha se arrastando no campeonato do Ônix do Delfim, que caminhava feito lesma com seus passes para trás e deixou, junto com o Loureiro, que a nau avaiana afundasse vergonhosamente, virou rei e majestade no clássico deste domingo. Cantou de galo com o Créu. E agora posa de herói onde antes era contestado.

É bem verdade que, os avaianos, celebramos a vitória com entusiasmo. Ganhar do rival é das melhores coisas que nos acontece, mesmo na canastra, dominó, palitinho ou par ou ímpar. Mas a forma como este jogo foi vencido é que foi importante. Foi na vontade e na raça, na bola e na cara feia, coisa muito diferente do que foi este time desde o final da série B de 2013. Ganhamos o nosso campeonato particular e durante 90 anos mostramos quem manda ainda por aqui.

Porém, há situações ainda mal resolvidas e as coisas vão ficar piores quando se percebe que a motivação pode (eu disse pode!) ter tido um viés de “poucos amigos” com os treinadores. Sim, parece que as coisas começam a ficar mais claras.

Suspeita-se, agora, que Hémerson Maria não era bem aceito entre os jogadores e muito menos Émerson Nunes. Não se sabe a razão e talvez nunca saberemos. Porque, sinceramente, eu não recebo bem a desculpa de salários atrasados. Seria muita mesquinharia, seria um golpe na paixão. Reduzir desempenho por causa de uns cascalhos é sórdido. Com patrocinadores, com dirigentes, com a imprensa em geral e, principalmente, com a torcida. Mas, se for por relacionamento, pode-se até pôr uma mesa, uma toalha e sentar pra conversar.

Dessa forma, não vejo outra escolha para a diretoria avaiana que efetivar o treinador Raul Cabral como técnico do Avaí. Por que não? Já pagaram alguma coisa para o Turra? Já assinou contrato? Foi efetivado? Se tudo isso já foi feito, seu lugar era na beira do gramado e estamos conversados. Se não compareceu é falta não justificada ao serviço. E servir ao Avaí é uma questão de honra, não uma ocupação.

Raul Cabral assumiu a bomba, parece estar nas boas graças do time de Vicente e Loureiro, montou o time da forma correta, como deveria ter sido há muito tempo e a torcida o apoiará pela coragem. O outro pode até esbravejar e dizer que não tinha tempo pra trabalhar, mas é bom pegar o seu banquinho e sair de mansinho.

Agora vamos ouvir Raul.

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