Bezerrinha sem badalo

Muito curiosos os comentários e análises acerca dos “atos violentos” do último clássico. É claro que todos puxam a brasa para a sua pelanca. Natural, haja vista que estamos tratando de um esporte onde a competitividade é enorme e as rivalidades locais, os clássicos, apenas aumentam isso.

Não vou dizer que os jogadores do Avaí fizeram errado ou fizeram certo, muito menos os do Figueirense. Mas tenho certeza que cada um dos que estavam em campo estavam defendendo o seu território e as suas cores. E com coisas mal resolvidas de outros carnavais, é bom que se diga. Então, quando ouço uma entrevista como aquela dada pelo técnico alvinegro, é que percebo o quanto a desfaçatez humana é gritante.

Os alvinegros foram gozados pelo jogo da cobertura do Marquinhos, tripudiaram sobre os avaianos nos 4X0 e tomaram um créu memorável com direito a tapinhas no bumbum do lanterna. E é assim o futebol e as pessoas que convivem com ele devem começar a compreender seus desgastes, remorsos e disputas. Sem hipocrisia ou defesa de teses furadas. Ou alguém quer dormir com o Bozo?

O que é imperdoável é o comportamento da mídia local, descaradamente direcionada, não analisando com equilíbrio os acontecimentos e fomentando intrigas. A isenção, ali, foi pendurada num poste.

Não sou de meios termos. Escrevo aquilo que penso, goste o leitor ou não. Por isso, como já referi outras vezes, afirmo que futebol é embate, é disputa, é troca de sopapos mesmo, vamos deixar de ser hipócritas, pois se trata de uma competição, dura e implacável. É assim desde que foi inventado.

Antigamente se chutava a cabeça dos inimigos, hoje é um balão de couro. Evoluímos, pois há regras, que, dessa forma, estão aí para serem cumpridas quando os ânimos se excedem e os briguentos se acham mais machos que galos empoleirados. Ou quando a agressividade toma ares de barbárie.

O que é lamentável é termos arbitragens ou coniventes ou sem preparo algum para soprar um apito. Que ninguém venha com esse papinho aranha de que se jogadores não querem, o futebol não anda e fica violento. As pancadarias e agressões difundidas no futebol são assim porque ao invés de se ter árbitros preparados, contamos, muitas vezes, com três patetas vestidos de preto, amarelo ou encarnado fazendo papeis de bobos e se deixando levar pelo nervosismo de dois times.

Jogador de futebol quer mais é ganhar um jogo, seja do jeito que for. Mas para que haja equilíbrio, é preciso que alguém aplique as regras e pronto.

Se tem alguém culpado neste clássico não foi o seu Marquinhos, não foi o seu Nem, nem Eduardo Costa e muito menos Éverton Santos, ou qualquer dos jogadores envolvidos. Credito toda a pantomima ao seu Bezerra, que nascido aqui e escolado nessa rivalidade, fez papel de tanso e não soube ler a quantidade de galhos de enchente que estavam encalhados para aquele jogo.

E teje dito!

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