Uma fórmula furada

Sinceramente, ainda quero conhecer a sumidade que bolou a fórmula deste campeonato catarinense, conhecido como Copa Ônix do Delfim, ou Chevetão para os mais íntimos. É de uma inteligência sem limites, digno de receber os laureados prêmios das academias de ciências ao redor do planeta, quiçá do universo. Dirão os ensaboados que todos os clubes assinaram. Claro, óbvio, (dããã!) os coitados dependem de cotas e de prestígios para sobreviver nessa barafunda, assinam até atestado de óbito de quem está vivo.

Quem acompanha as disputadas pelejas barrigas-verdes nos campos de futebol sabe de cor e salteado que nossos campeonatos possuem dois períodos: aquele onde os clubes do interior menos abonados técnica e financeiramente disparam na frente e a fase pré-final, onde os ditos grandes começam a se assanhar.

Isso é assim por uma lógica bem simples, que qualquer garoto de jardim de infância percebe.

Os chamados clubes pequenos, estes que saem como relâmpagos no início da competição, ficam sem futebol competitivo desde a metade do ano. Dessa data até o fim da temporada nacional, ficam preparando musculatura e capacidade cárdio-respiratória de seus atletas até a exaustão. Assim, quando inicia a competição estadual, estão em quase cem por cento de suas aptidões físicas.

Enquanto isso, os demais, os chamados clubes grandes, que jogaram campeonatos até dezembro do ano anterior, ainda permanecem na fase de preparação e só embalam na segunda metade do campeonato. Alguém quer uma prova clara? A Chapecoense, que até o ano passado disputava só o catarinense como campeonato de grande interesse, jogando divisões de acesso nacionais apenas para cumprir tabela, vinha para o catarinense como uma bala, mas morria na praia logo nas viradas de turno. No ano de 2013, por exemplo, ela jogou até o final uma série B e neste ano está com dificuldades de se acertar no catarinense.

Podemos colcoar qualquer um destes chamados pequenos nesta condição e o resultado será o mesmo.

Quem bolou esta competição, com certeza não pensou nisso, apenas em regulamentos e tabelas. Ora, se uma final com os chamados grandes ainda dá prejuízo, imagine ver a disputa de título de campeonato entre Brusque e Metropolitano.

Claro, pode parecer preconceituoso, mas campeonato oficial de futebol tem que ter retorno financeiro. Ou alguém ainda vive nos tempos da caridade?

Se estes ditos pequenos chegarem a uma final por qualidade e determinação, como a própria Chapecoense chegou algumas vezes, por méritos, merecem o título. Agora, apenas pela força das ventas, desculpe, mas futebol moderno e profissional não é assim. Então se tire os patrocinadores, as cotas de TV, os investimentos e vamos todos jogar torneio início, ali no campinho do Avante.

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