A hora de dizer presente

Não acompanhei o jogo desta quarta-feira, entre Avaí e o tal de Navaraí, Neveali, ou algo assim, pela Copa do Brasil.

Como tenho feito, acompanho pelo twitter, graças às informações de meu amigo Esteves Junior, ou pelos releases oferecidos pelo twitter do clube. A mídia local, que optou pelo seu clube preferido, não mandou setoristas e eu também não procurei suas informações.

Mas sei que vencemos. Vencemos e jogamos bem, segundo se noticiou. A nação azurra comemora, não apenas o resultado em si, mas a volta do futebol.

É imperioso dizer que as cobranças que a torcida avaiana fez durante estes últimos meses tinham sentido. Cobrávamos o que estava explícito, que era a existência de futebol nos pés destes jogadores. Só bastava porem em prática. Mas, quis o destino, e algumas contas bancárias, e vaidades, e murrinhas e temperamentos tolos, que isso fosse deixado de lado e purgamos honrosas derrotas e inimagináveis vergonhas nos últimos tempos.

Aliás, quem apontava esta tirada de pé homérica foi ofendido e execrado nas redes sociais. A tropa de choque dos cheiradores de cuecas de jogadores, ensandecida, apontou dedos e refez reputações. Até ameaças de processos, por parte de alguns babacas, surgiram, tudo pra defender meio dúzia de barbados malandros que quis apenas sombra e água fresca e o Avaí que se danasse.

Assim como quem sabe, não esquece, também não se aprende do dia pra noite a fazer jogadas maravilhosas e gols antológicos. Logo, para bom entendedor…

Porém, ao que parece, este ciclo se encerrou. Credita-se ao técnico Pingo uma benfazeja mudança, mas eu assumo minha postura inicial, de que não é dele, ou apenas dele, a reviravolta deste time, mas da sua potencialidade.

Dizia-se lá, há muitos meses, que se reunia num time só jogadores talentosos, cuja atuação em conjunto seria motivo de orgulho. Seríamos campeões estaduais, da Copa do Brasil e da série B, tamanho nosso entusiasmo. O tempo, entretanto, tratou de desmontar esta tese e nos expôs uma farsa.

Lembro de ter ouvido uma conversa entre dois senhores, ali no calçadão, se perguntando o que havíamos feito, nós, torcedores, de tão errado para estarmos sofrendo daquele jeito.

Quero acreditar, com toda a honestidade, que isso passou, que foi um pesadelo de uma noite de inverno, e que daqui por diante colecionaremos vitórias e conquistas. Para o bem da sofrida nação azurra. E para o bem de alguns contratos que se encerram.

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