De um passado de glórias a um presente de vergonhas

Não tenho nada a dizer? Claro que tenho. Tem-se a dizer muita coisa a respeito desse Avaí, deste time sem alma e que soterra nossas glórias a cada partida. Deste bando de moleques e irresponsáveis que estão acabando com o pouco que nos resta de gosto pelo futebol. Destes boleiros que estão dando, inclusive, um péssimo exemplo a crianças que acham ser este um esporte onde heróis se consagram e conquistas são obtidas no calor de batalhas apoteóticas. Acabaram com a fantasia! Explicitaram a mentira!

O Avaí dos dias atuais chega a faltar com respeito aos adversários, quando se nega de jogar futebol. Não é páreo, sequer, para um time de meninas de colégio de freiras.

Tenho 52 anos e acompanho futebol desde os nove, dez anos, num tempo no qual o futebol por aqui não tinha essa comoção toda. Ouvia assiduamente pelo rádio a campanha de 1973. A primeira vez que assisti a um jogo de futebol no estádio foi exatamente no título de 1975. E de lá pra cá essa paixão só se fez aumentar. Algumas das conquistas que estão lá o Memorial da Ressacada ou vi acontecer, ou li com sofreguidão a respeito. Tenho um orgulho enorme pela história deste clube e envergo com arrogância até juvenil a camisa de meu clube, seja lá de qual fornecedor for.

E nunca, nunca mesmo, vi uma fase tão vergonhosa. Não me lembro.

Mesmo depois que Flávio Félix largou o Avaí, praticamente com as portas fechadas. Mesmo nos tempos do Salum, que fazia as contas em papel de embrulhar pão. Mesmo quando fomos rebaixados no Estadual tivemos um grupo tão apático e sem raça como este de 2013/2014. Mesmo nos tempos em que o Zunino vendia o almoço pra pagar a janta e fez times horrorosos com aquilo que dava e que nos levou do céu ao inferno, e que por causa disso carregamos uma dívida astronômica. As fases de um time de futebol tem altos e baixos, mas a nossa, a atual, está apagando a história, mesmo dos piores momentos.

Há quem diga ainda, na maior cara de pau, que só se salva Marquinhos. Ou seja, temos muitos palhaços ainda por aí, fazendo graça e piada quando a fase é triste. Estão abusando de nossa inteligência, a pouca que ainda nos resta, pois vamos ao estádio ver isso aí. Hoje, Marquinhos, de quem se espera algum lampejo pela sua história, é um ex-jogador batendo uma bolinha e esperando a aposentadoria. Não tem nada, nada mesmo a nos oferecer. E olha que já tivemos Zaltron e Johan. Aliás, a única coisa boa que ele faz hoje é não dar mais desculpas esfarrapadas.

Algo precisa ser feito e nem é para se obter um acesso, pois acho praticamente impossível. É para ao menos sermos um coadjuvante de respeito, que faça jus ao que já fizeram tantos jogadores no passado deste clube. Até porque estamos nos acostumando a perder e isso é o primeiro passo para se fechar as portas, quando a vontade de vencer acaba.

Que ao menos se chegue ao fim do ano com dignidade, a única virtude que nos resta. Pois a série C nos espera de braços abertos. E que se arrume dinheiro urgente, não para contratar jogadores que resolvam, mas para encerrar o contrato de sanguessugas que nos envergonham.

Ah, e outra coisa. Que alguém providencie a retirado da frase TIME DA RAÇA do nosso querido hino enquanto este grupo estiver por aí. A nossa história não merece ser contada por esses moleques.

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