Porque não quero Marquinhos Santos no Avaí

As pessoas que me acompanham (e mesmo aqueles idiotas que dizem não ler meu blog, mas sabem exatamente a quantidade de comentários que há por aqui) têm a exata noção do quanto eu defendo as coisas do Avaí, do quanto me indisponho e me incomodo quando surgem coisas negativas para o nosso lado. E sabem, também, o quanto eu defendo quem está do lado do clube.

Por isso, defendi por muitos anos o presidente Zunino exatamente por saber que, mesmo com muitos erros do ponto de vista administrativo no que tange o futebol, ainda assim fazia o que podia para manter a estrutura em pé. Deu a carteira e a vida pelo clube, literalmente. E fez muito mais, com coragem e determinação, do que qualquer um dos que o criticaram confortavelmente em seus sofás, e só apareceram na última hora como oportunistas que são. Acumulou uma dívida, cuja necessidade foi para que, exatamente, o clube não fechasse as portas, mas que nos mantém atados a diversas pendências para seguir em frente. Alguns tansos e birutas pensam ser uma contradição, porém é exatamente o contrário. Mas, explicar isso para uma platéia ignara é perda de tempo.

Isso não me impediu de fazer críticas, e tanto é verdade que alguns babacas ingenuamente republicam em seus blogs minhas postagens com críticas achando que, com isso, podem me confrontar. Coitados!

Da mesma forma, estive sempre ao lado dos jogadores-ídolos do clube. Gente como Émerson, Eduardo Martini, Evando e Marquinhos Santos, e alguns outros, estão com suas biografias definitivamente gravadas no panteão de celebridades avaianas. E sempre os aplaudi por isso. Arrumei inimigos na mesma proporção de minha defesa a estes jogadores. E quanto mais os defendia, mais arrumava carinhos de abobados de plantão.

Mas, também, tenho direito a criticar quem veste nosso uniforme, independente de quem seja. Ter opinião é isso.

Dessa forma, com toda a sinceridade, se pudesse votar, não renovaria o contrato com Marquinhos. Pela simples razão de ser um ídolo, de se dizer avaiano, mas cujo desempenho tem deixado a desejar inquestionavelmente, é um ex-jogador em campo, atestado por todos. Exceto, é claro, por aqueles que gente sabe quem são.

Contraditoriamente, alguns neófitos imaginam que se está dando responsabilidades demais ao jogador, a típica frase “agora ele tem que cobrar escanteio e correr pra cabecear?”. Óbvio que é uma figura de retórica tola. Uma bobagem dita por quem tem argumentos desprovidos de inteligência. Mas quem se assume ídolo, líder, craque e torcedor em campo deve ter mais cuidados com tudo o que gira ao seu redor. É exemplo a ser seguido. É o condutor das verdades e inibidor das mentiras. É dali que se espera um alento quando as dificuldades surgem e se expandem. A propósito, ele assumiu este papel no passado, mas de uns tempos para cá é apenas mais um. Ou menos um, dependendo do ponto de vista.

Marquinhos Santos foi um ótimo jogador e já fez muita coisa boa no Avaí. A história nos é pródiga quanto a isso. Impensável se dizer alguma coisa contrária. Mas, definitivamente, isso acabou. E tanto é assim que seu contrato é até a aposentadoria.

O Avaí assinou e deu crédito a Marquinhos Santos. Será que ele vai jogar pelo Avaí e devolver a confiança?

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