Um pingo de vergonha na cara!

Vou pedir licença e reproduzir aqui os meu tuítes de hoje pela manhã:

Será que este time do Avaí terá um pingo de vergonha na cara?

Ah… Se tivesse vencido ontem. Estaríamos enaltecendo as boas investidas no ataque do Bocão; o esforço e dedicação do Tinga, no 1•. tempo;

O fato do MS10 não ser o único cobrador de faltas; E tanto ele quanto Diego Jardel estarem cobrando bem;

Falaríamos, também, que Diego sentiu a presença de Vagner, na ilha; e que o vento sul ajudou o Pingo a colocar o Heber em campo…

Mas nenhum atacante perde 3 gols como Heber perdeu ontem (um pelo menos teria marcado); nenhum atacante se esconde o jogo todo, como Roberto.

E atacante com “estrela” teria feito o gol que Wilker perdeu, no último lance da partida.

E dizer que o Toshi precisa fazer três gols de bicicleta no treino para ter chance de jogar? Fiquei curioso para ver o treino dos que jogam.

Pingo tem onze dias para decidir o seu futuro no Avaí. Jogar neste esquema com estes jogadores o Avaí fará a pior campanha da série B.

Se não virão novos zagueiros e atacantes até a parada para a Copa é urgente uma mudança de postura tática. O que o Pingo tem a perder?

 

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A terra esterilizada

Reza a lenda que um time de futebol é montado para obter vitórias e conquistar títulos. Existe para competir. Seus objetivos são os louros da glória. Pode ser vitorioso em uma só partida ao longo de toda a sua história, e será aquela que estará marcada no coração de seus aficionados torcedores, ou construir uma tradição em seu reduto numa longa existência de sucessos e guardando troféus em suas estantes.

Time de futebol que apenas existe, ou que só está ali como figurante, somente cumprindo tabela, não merece compaixão. Não possui graça.

É assim que eu vejo o time do Avaí Futebol Clube de hoje, o dos últimos meses. Um time pasteurizado, sem motivação, sem pegada, um time cansado. Uma planta numa terra esterilizada.

É bem provável que tenha sido nossa culpa a coisa ter chegado a este estado. De imaginarmos que era só deixar os ídolos jogarem que o negócio ia fluir. De se pensar que o nome faria tremer incautos adversários. Que a constante lembrança de fatos, feitos e jogadas seria suficiente para levarmos um caneco ou outro.

Caímos no conto da autoconfiança. Ou do espera que vai dar certo. Não, não deu. Não vai.

O Avaí, ou a estrutura administrativa do clube precisa entender que apostar no quem sabe, dá, não dá mais. A falta de motivação, o cansaço psicológico deste time é visível. O “acaba logo isso aí” está estampado no rosto dos jogadores deste time.

Quando uma câmera dá um close nos jogadores do Avaí qualquer um percebe que falta brilho nos olhos, que falta sorriso, que falta alma. O desastre, por isso, será eminente.

E esta manifestação de pasteurização deste time foi transferida para a torcida. Ninguém mais quer ir ao estádio para assistir a isso. Se já éramos poucos, seremos menos ainda. Mesmo que nas próximas partidas se ganhe de 10 a 0 dando show, poucos serão os que voltarão.

Dizem, alguns leitores, que ando fazendo terra arrasada. Nada! A terra arrasou faz tempo e nos enganamos achando que daí brotará alguma planta frutífera, um pomar benfazejo.

Numa terra esterilizada a única coisa que se move é o vento varrendo a poeira.

Sem calções sujos

O Avaí começou a Série B de 2014 como terminou em 2013: mal posicionado em campo, jogadores sem força, apáticos, presa fácil de adversário sem qualidade, enfim, a mesma história e o mesmo resultado. Tudo o que já vimos e que queremos esquecer.

É claro que fazendo uma avaliação do tal Hexagonal que quiseram desprezar, houve algo parecido com futebol ali. Porém, como não me empolguei com Pingo, também não achei que aquilo ali fosse um recuperação salvadora. Foi um gás e que sabemos que é possível ser dado novamente.

Mas, por que isso não acontece?

Vou refutar veemente a tal tese de salários atrasados. Isso foi aventado no ano passado e já sabemos que isso foi uma desculpa esfarrapada. Quem defende isso ou vá pros quintos dos infernos ou vá pra PQP. Pronto.

Essas coisas acontecem porque jogadores de futebol são mimados.

Neste esporte é um grupo de profissionais que tem regalias, benesses, folgas e arregos que um mortal comum não tem. Eles sabem que são a estrela da companhia e abusam dessa condição. São levianos e acomodados e desenvolvem o futebol quando querem.

HOJE NÃO TÔ AFIM é dito a três por quatro em cada jogo que vemos por aí. Quando temos dois times jogando e querendo jogar, é claro que o mais qualificado leva a melhor, mas o perdedor dará trabalho à lavanderia do clube, uma vez que seus uniformes estarão sujos.

A lavanderia do Avaí, por exemplo, faz tempo que está fechada.

Disse isso diversas vezes: estamos reféns desses caras e vamos penar por mais um temporada. Tomara que eu queime a língua, mas já vi esse filme, agora remasterizado.

Ah, estou com raiva? Sim, muita, porque este time do Avaí está me fazendo desgostar de um esporte que eu admirava.

Segue o baile.

Querem vender ou matar a liminar

Todo mundo conhece a piada do sofá. O marido corno chega em casa, encontra a mulher com o Ricardão em vias de fato no sofá da sala e decide vender o sofá.

Ou então aquela do rei que de tanto receber más notícias de seu front na guerra decidiu matar o mensageiro.

Ou seja, as pessoas querem resolver os problemas se livrando daquilo que lhes supostamente “trás” o problema.

O futebol brasileiro está num festival de liminares absurdo. Dia após dia somos tomados de surpresa por alguma liminar ou ação judicial aqui ou ali. Porém, uma liminar é um ato jurídico devido a um problema encontrado. Eu não tenho o conhecimento da ciência do direito, mas sei que se recorre a isso para agilizar um processo. E o processo na Dona Justa só existe quando algo burlou a lei. É simples igual a matemática, não há como brigar com os números.

Se o Fluminense recorreu a um ato jurídico foi porque a Lusa, seu alvo, burlou a lei. Se o ICASA usou uma liminar para jogar a série A, foi porque o Figueirense, seu alvo, burlou a lei. Simples assim.

Tudo o que decorre disso é masturbação intelectual desnecessária.

Cumpra-se a lei que ela não se volta contra você.

Agora, quando jornalistas e torcedores, além de auditores nos TJDs, escorregam em decisões esdrúxulas e querem vender ou matar a lei, aí o problema é bem maior do que se imagina.

A Granja recebe uma visita

Os bichos cricri da famosa Granja Comigo Boi Não Dança (ou mais conhecida pelas iniciais CBN-D), a Raposa Felpuda, maledicente e ardilosa, o Sapo Duende, encrenqueiro e eterno inconformado, o Gambá Pretibranqui, com a cara e os pelos pintados de emoção, o Ratão do Banhado, que não deu certo em lugar algum e acabou dando na Granja e o Morcego Moicano, que posa de intelectual para fazer gênero, estavam faceiros e alegres pela presença de uma personalidade ilustres em sua fazenda.

– Ele vem, ele vem? – esperava, ansioso, o Ratão.

– Sim, ele confirmou. Não vai faltar e nos desprestigiar, né? – confirmou o Gambá Pretibranqui.

– Sim, afinal, estamos sempre apoiando suas ações, agora é hora de retribuir – reforçou o Morcego Moicano.

– Olha, está chegando. Que emoção! – apontou o Gambá, levantando-se e estendendo a mão. – Como vai, Grande Urso Willie Wonka Bilíngue? O famoso dono da Granja do Vizinho.

– É um prazer imenso estar com você – retribuiu o Grande Urso. – Onde é que eu sento?

– Ora, pode sentar aqui no meu cantinho – ofereceu a Raposa, ajeitando o cachecol.

– Shhh, ô, Raposa, não começa – repreendeu o Sapo duende.

– Eu não falei nada. Coisa horrorosa – desculpou-se a Raposa.

– Sniff, sniff! – choramingou o Ratão.

– O que foi, Ratão, porque estás chorando? – quis saber o Morcego.

– Ah, é uma emoção muito grande estar ao lado de um ídolo – confessou o Ratão.

– Não, ídolo, não, ídolo só tem um, é o Leão Galego. Cadê aquela cueca, hein? – ensinou o Sapo Duende.

– Pois é, Grande Urso, dizem que o pessoal do Sitio do Pica-pau Amarelo vai visitar a sua Granja – interpelou o Morcego Moicano. – Vão estar estar lá a Emilia, o Pedrinho, a Narizinho… o Saci.

– Não! – esbravejou o Grande Urso Bilíngue. – O Saci, não. Eu tenho pesadelos com esse Saci.

– Mas, Grande Urso Willie Wonka Bilíngue, quero agradecer a sua presença e dizer que estamos com a cara pintada de emoção e inaugurando um programa novo – apresentou o Gambá. – É o Quiz Granja, um programa de perguntas e respostas. O vencedor leva um coelho de Páscoa, muito gostoso por sinal.

– Pô, logo um coelho? – inconformou-se o Grande Urso. – Não tem brócolis, não?

– Tá, nós vamos providenciar a troca – desculpou-se o Gambá.

– Mas como é que funciona a coisa, o tal do Quiz? – preocupou-se o Grande Urso.

– É assim, a gente faz a pergunta e o senhor tem três chances de responder. Pode consultar o celular, o dicionário das letras ou perguntar para os universitários maconheiros – ensinou o Morcego.

– Opa, vamos lá, então – animou-se o Grande Urso.

– A primeira pergunta é: quem descobriu o Brasil? – perguntou o Gambá.

Houve uma pausa… Após alguns minutos sem ninguém falar qualquer coisa, o Morcego Moicano disse:

– É, a gente sabe que é uma pergunta muito capciosa. A produção, eu acho, deverá rever as perguntas para os próximos programas.

– Tá, não tem uma dica? – inquietou-se o Grande Urso Bilíngue.

– O senhor pode consultar seu celular, o dicionário das letras ou os universitários maconheiros – reforçou o Gambá.

– Ãh, tá, vamos lá, então. Aqui diz, no celular, que é um nome com três iniciais: P. A. C. – respondeu o Grande Urso.

– Opa, tá esquentando – animou-se o Ratão.

– Ah, eu já sei, eu já sei – quis responder o Sapo Duende.

– Você não pode, Sapo – advertiu o Gambá. – E se responder errado é ponto negativo pra ele.

– É a Dilma, o PAC não é da Dilma? – acelerou-se o Sapo.

– Não, resposta errada. Menos um ponto – incomodou-se o Gambá. – O senhor tem mais duas chances, Grande Urso.

– O senhor está nervoso? – preocupou-se a Raposa. – Quer um uisquinho pra relaxar?

– Não, pelamor de deus, uísque não – advertiu o Morcego.

– Deixa eu consultar o dicionário das letras, então – replicou o Grande Urso. – Olha, aqui diz que o nome do meio é Álvares. Já sei, é Paulo Álvares Paraíso?

– Não, Grande Urso Bilíngue, não tem paraíso no nome – contestou o Gambá.

– Poxa, não tem? – lamentou o Grande Urso. – Mas tudo começou com ele. Cadê o Paraíso? Preciso de ajuda.

– Última chance, então – explicou o Gambá. – O senhor quer consultar os universitários maconheiros?

– Não, liga pros auditores do TJD. Eles vão me ajudar. Eles sempre me ajudam. Guris bons, aqueles – concluiu o Grande Urso.

Quem e como escalar?

Segunda-feira que passou assisti alguns trechos do programa Bem Amigos da Sportv. Dentre os participantes estava o ex-jogador e agora comentarista Juninho Pernambucano (exímio cobrador de faltas, diga-se de passagem – veja aqui uma parte de sua participação).

Duas declarações de Juninho (que não estão no vídeo acima) são importantes de serem destacadas :

1) Alguns jogadores brasileiros estão voltando por não terem mais mercado no exterior;

2) Se pudesse fazer umas 18 partidas por temporada, quem sabe ainda continuaria jogando.

Quero me ater, neste momento, à segunda declaração, que ainda teve o complemento com o comentário de que o meia Ryan Giggs (40 anos), do Manchester United fez 18 partidas na temporada 2013/2014, ou seja não disputou todos os jogos pelo time inglês. Segundo pude constatar, nas temporadas anteriores o meia disputou entre 32 e 33 partidas por ano (longe de ser todas as partidas do ano, do seu time).

Ora, mas por que fiz todo este preâmbulo?

É que muitos torcedores e membros da imprensa continuam a questionar a escalação do Avaí com Eduardo Costa (31 anos), Cleber Santana (32 anos) e Marquinhos Santos (32 anos). Os três juntos atuando pelo Avaí já demonstraram que podem fazer partidas memoráveis tanto positivamente quanto negativamente. E tal circunstância nos remete à declaração acima, e consequentemente precisamos fazer o seguinte questionamento: Os três jogadores precisam atuar em todas as partidas do Avaí no ano?

Longe de estarem com os 40 anos do Ryan Giggs ou os 39 do Juninho Pernambucano os três atletas, se desejarem, ainda podem muito oferecer ao clube em que jogam. Mas num futebol cada vez mais competitivo, em que a aplicação tática e física muitas vezes são mais importantes que a técnica é necessário que a participação dos atletas seja sempre em condições físicas adequadas.

Deste modo, cabe outro questionamento: Eduardo Costa, Marquinhos (renovando o contrato) e Cléber Santana precisam jogar todas as partidas da série B? Afinal, serão 38 jogos, que devem ser somados aos jogos da Copa do Brasil e do Campeonato Catarinense. Continuamos a questionar: Será que em alguns momentos não é importante alternar Marquinhos e Cléber Santana no time, para não correr o risco de ficar sem contar com os dois jogadores simultaneamente? A diretoria e comissão técnica tem pensado nessas possibilidades e montando o elenco pensando nestes aspectos?

Veja que não estou dizendo que os atletas não podem ou não devem jogar juntos. Pelo contrário. Quero ver eles sempre atuando. Mas que joguem sempre em boas condições físicas.

Assim, no meu ponto de vista Eduardo Costa, Marquinhos Santos (ficando para a série B) e Cléber Santana não precisam jogar todos os jogos da série B. Precisam é estar sempre em boas condições quando entrarem em campo. E acredito que se diretoria, comissão técnica, jogadores e torcedores entenderem isso o Avaí dará um passo importante para no final da série B estar entre os quatro primeiros colocados.

E você o que pensa?