Automobilismo Catarinense #1

No quadro automobilismo catarinense, o Todo Esporte SC cobrirá o desempenho de um dos pilotos que participa da categoria TCC C do campeonato catarinense de automobilismo. Veja abaixo o relato da segunda etapa do campeonato, que aconteceu no município de Lontras.

Nos dias 17 e 18 de maio, realizou-se na cidade de Lontras a 2ª Etapa da TCC, com um belo público e recorde de pilotos. Para o piloto Norberto Will, do Voyage #15, foi um final de semana de muito trabalho no carro. No 1º treino livre, na primeira volta o carro apagou e consegui levar o carro até os boxes, felizmente só cabo da distribuição e  depois cabo de vela. Nos treinos seguintes o carro não desenvolvia, carburador.  “Mesmo com o carburador não desenvolvendo conseguimos largar na 17 posição no grid entre os 26 participantes” Relatou o piloto. Na 1ª bateria, que ocorreu no sábado, uma rodada na segunda volta, quando ocupava a 11º posição, fez com que fosse parar na última posição. Fazendo uma corrida de recuperação, acabou na 14 posição.
No domingo, os mesmo problemas continuavam. Largando na 14ª posição travou uma grande batalha entre os pilotos Jairo dos Anjos e Geovanne Valle, que acabaram se envolvendo em um acidente, que ocasionou no capotamento do Chevette de Jairo e um pneu furado do Gol de Geovanne, finalizou a corrida em 10º na geral e 9º na TCC A.
“Para São Bento do Sul, em Julho, espero que o carro melhore, e que eu perca os vícios do kart, para trazer um ótimo resultado, visto gostar muito da pista” concluiu Norberto Will que ocupa a 12ª posição na geral da TCC A. Patrocínio: Coremma, LMK Transportes, Grupo ECAP, Neongas Comunicação, Ilhatur Turismo, Renata Belli França Studio de Pilates, Posto Márcio e Jean Competições

Raul 100% e Sidney 0%

O Avaí já havia feito um bom primeiro tempo de partida neste ano. Foi contra o Boa Esporte. Dominou completamente o adversário, contudo não conseguia arrematar a bola na direção do gol. Também, neste ano, já ocorreram duas grandes viradas. Contra o ASA (pela Copa do Brasil) e contra o Paraná. Daquelas que são conquistadas com muita raça.

Mas ontem, contra o Náutico, o domínio do Avaí no primeiro tempo foi diferente do jogo contra o Boa. Afinal, o time da casa também atacou, exigindo a boa presença do goleiro avaiano. E a raça do final das partidas acima citadas foi substituída pela “catimba moderada” do goleiro Vagner.

No primeiro tempo, sob chuva, ou seja, com o campo molhado o Avaí fez pelo menos em três oportunidades aquilo que muito raramente havia feito neste ano. Tocou a bola. Trocas de passes constantes, como num treino de dois toques. Jogadores próximos uns dos outros. Time compactado. E desta forma chegava ao ataque e concluía as jogadas em direção ao gol. Não lembro de ter visto o Avaí jogar assim neste ano. Inclusive foi desta forma que o Leão fez o único gol do jogo. Numa bela jogada que terminou com o passe de Tinga na cabeça de Paulo Sérgio.

O posicionamento dos jogadores do Avaí era tão interessante que a impressão é que em determinados momentos o time atacava e pressionava o Náutico num 2-5-1-2. Importante ressaltar, também, que tanto Tinga e Marrone tomaram conta do lado direito do campo quanto Eduardo Neto e Eltinho do lado esquerdo. Nem aparentavam ser os mesmos jogadores das partidas anteriores.

Desde 2008 que podemos dizer tranquilamente: como joga esse Avaí na chuva!

No segundo tempo (a chuva parou) o Avaí apresentou uma única vez esta jogada de toque de bola e foi aos sete minutos de jogo. Antes disso foi pressão do Náutico e depois também, tendo o Leão deixado de definir a partida em diversas oportunidades nos contra-ataques, especialmente perdidos pelo Heber. Diego Jardel entrou mal na partida. Demonstrou que neste esquema do Cabral ele não conseguiu substituir o Tinga. Talvez no lugar do Cléber. O treinador avaiano percebeu a tempo a situação e colocou o Abuda para recompor aquele lado. Assim deslocou o Eduardo Neto para a lateral jogando com Diego Jardel pela esquerda e Marrone e Abuda atuaram pela direita.

O problema é que o time do Avaí tem cansado no segundo tempo. Em consequência aumentam os erros de passes e a tensão dos torcedores. (Já estão pensando na preparação física durante a parada para a Copa?)

No final das contas foi possível concluir que o Avaí privilegiou a marcação (e assim deve ser a série B para times com orçamentos reduzidos), tendo jogado quase toda a partida com quatro volantes em campo, sem deixar de lado o toque de bola e o objetivo do gol. Se no segundo tempo os atacantes tivessem acertado os contra-ataques o Avaí teria vencido com mais tranquilidade.

E Raul Cabral segue com 100% de aproveitamento no comando do Avaí. Já Sidney Moraes segue com 0%, neste ano, em jogos contra o Leão. Será que ele não pode treinar todos os nossos demais adversários?

Troféu Framboesa de Ouro

No mundo do cinema, as obras da telona ao redor do mundo recebem premiações as mais diversas. Para denominar os mais famosos temos o Globo de Ouro, o Festival de Cannes, aqui no Brasil o Kikito e o mais lendário, o Oscar. Todos premiam as melhores produções, atores, montagem técnica e por aí vai. Mas há também uma premiação dada às produções medíocres e sem qualquer noção. Às atuações reles e grosseiras, que de tão ruins ou envolvendo atores famosos e glamorosos em roubadas, se resolveu dar um prêmio. Trata-se do Troféu Framboesa de Ouro (Razzie Awards). É o típico prêmio que nenhum produtor, diretor ou ator de cinema quer, porque é o prêmio com sabor de derrota.

Pois é o prêmio que merece este suposto time que joga com a camisa do Avaí. Um time medíocre, sem noção, apático, marasmático, sem brilho. Um time de derrotados.

Há muitos anos eu não via algo assim tão terrível acontecendo por aqui. A propósito, não lembro de haver um time assim. Chega-se a ter pena antes de haver a indignação.

Em 2007 também foi montado um time ruim na Ressacada. E de tão ruim quase caímos para a série C. Houve partidas complicadas, de dar dó ao torcedor. Todavia, quem lembra daquele ano percebia que havia garra. Aliás, só garra. E tanto é verdade que a torcida compareceu e apoiou o time até o final, até as últimas, pois mesmo sendo um time duro de assistir, tinha vontade. Nada dava certo, mas era perceptível naquele grupo um algo a mais, uma vontade de tentar acertar.

Em 2008, num ano em que foi montado um belo time, passamos alguns perrengues na campanha do acesso. Não foi fácil, não, se alguém esqueceu. Mas se jogava futebol, e dos bons. Mesmo que algumas partidas tenham sido decididas nos minutos finais, com o coração na boca, mesmo que houvesse a dureza característica da série B, a torcida ia até o final e apoiava incondicionalmente aquele time.

No suposto time que atualmente veste a camisa do Avaí, a vontade que se tem é mandar todos para os quintos. A falta de vergonha está estampada na cara de cada jogador, num técnico boca mole e numa comissão técnica que, visivelmente, não treina este time.

O Avaí tem vencido algumas partidas na bacia da almas, sim. No sufoco, na garra, com alguma insistência de poucos jogadores. Mas são vitórias sem brilho e cujo orgulho está longe de cativar. Vitórias que salvam técnicos da degola têm sabor amargo e a comemoração obviamente é tímida por parte da torcida, pois se percebe que vem bomba pela frente. É a típica vitória com sabor de derrota.

As atuações do Avaí tem sido pífias, horríveis, péssimas, com direito ao troféu dos medíocres. Esse quadro, portanto, precisa mudar. Não se pode viver a cada rodada com o gosto amargo de derrotados.

O discurso da preguiça

Dizem nas mesas de bar que o discurso de quem perde é um e de quem ganha é outro. Que o diga o pessoal doladelá. Mas o discurso de quem empata é de que está tudo normal. Pelo menos no Avaí. Na Ressacada, ouve-se uma cantilena monocórdica e repetitiva, sem emoção e mais gelada que as neves da Palhoça.

– Ainda está no começo.

– Logo, logo vamos conseguir.

– Depois da Copa é outra história.

– Estamos no mercado procurando alternativas.

– Está tudo dentro da normalidade.

E a duas mais famosas:

– Precisamos de tempo para o time se ajustar na competição.

– A torcida tem que ter paciência.

Este último, o pior de todos.

E o discurso de quem está indignado é ficar calado para não dizer bobagens. Não é isso? Sim, é isso, mas ainda assim temos o que dizer, nós, torcedores. Ainda temos algum sangue nas veias, coisa que já acabou nos jogadores do Avaí faz tempo. Temos vela para acender, embora o defunto não mereça.

O fato, a realidade é que estamos nos encaminhando para a Série C com caçamba, bezerrinho, cordinha e baldinho. Tudo agarrado e um puxando o outro. Não se vê, no horizonte, qualquer menção de mudança desse quadro. Estou mentindo ou fazendo terra arrasada?

A conversa mole de que ainda dá tempo é só para manter algum público no estádio para se poder pagar a luz e a água usadas. Apenas para isso. É um problema de Gestão? Isso tem outro nome, mas a minha educação não permite dizer.

Entre os jogadores e a comissão técnica ninguém vai dizer que jogou a toalha, mas a disposição de quem pega a bola e a de quem comanda o grupo é de que já acabou. O marasmo é completo. É isso o que nos passam, não sou eu que estou dizendo. Não existe sinal de recuperação e vontade de mudar este quadro. Não existe mobilização de quem é responsável. Não se vê, sequer, alguém esbravejando nos microfones.

As caras de paisagem e os sorrisos amarelos permanecem a cada rodada.

Se percebêssemos que havia um alento, algum esforço, um comoção alimentando esperanças, o discurso de quem está do lado de cá seria de apoio completo e irrestrito. O de pegar junto e irmos até às últimas consequências. Como eu mesmo fiz em algumas vezes passadas. Seria tentar insuflar algum sopro de recuperação naquilo que parecia catástrofe.

Mas quando se vê, nitidamente, que o suposto time avaiano está se jogando no abismo e desprezando a mão salvadora ou largando a corda, e achando que está tudo normal, o discurso muda de tom e de figura.

Queria que fosse diferente, mas eles mesmos não querem, ou melhor, querem que fique tudo como está e mantendo o discurso da preguiça. Afinal, é preciso descanso para ter forças mais tarde nas visitas que fazem às casas de caridade, não é isso?

O melhor dia de todos

ou quase …

Não entendeu o título? Clica no play e segue lendo o texto:

Dia: Sábado, 17 de maio de 2014

Objetivo: Fazer com que o meu filho tenha a melhor primeira experiência de ir num estádio de futebol

 

Faz um pouco menos de um mês que o meu filho pediu: “Pai, quero ir no campo ver um jogo do Avaí”. Seria sua primeira vez num estádio de futebol, e eu gostaria que ele tivesse uma experiência diferente da imagem que eu tenho da primeira vez que fui assistir uma partida. Ou seja, tudo deveria transcorrer muito bem.

O próximo jogo que o Avaí faria num sábado à tarde, seria contra o Ceará, no dia 17/05. Agora era só torcer e ter pensamentos positivos para dar um bom dia de sol.

O sábado dia 17 chegou e nenhuma nuvem havia no céu. Sol resplandecente e um dia propício para ir ao estádio.

Antes, porém, bem mais cedo o meu filho tinha escolinha de futebol na sua escola. E enquanto nos preparávamos para sair de casa (minha esposa, ele e eu), a TV foi ligada e sintonizada num canal de desenho. Era o episódio do Bob Esponja, cuja música tema é o vídeo acima. Propício, não!?

Afinal, era isso que eu desejava proporcionar ao meu filho: o seu melhor dia de todos!

Depois do seu treino de futebol nos dirigimos para o Carianos onde faríamos um churrasco na casa do meu irmão antes de irmos ao jogo.

No caminho decidi sugerir para minha esposa: Vamos passar na loja do Avaí? Quero comprar uma camisa para o Neto e para mim.

Ela topou e fizemos a parada na Ressacada. E lá, na Avaí Store, a primeira surpresa do dia. Minha esposa decidiu que também queria uma camisa do Avaí e que também iria ao estádio. Opa! Dois estreantes dentre os torcedores!

Depois disso, foi saborear o churrasco e assistir a preliminar do jogo da Ressacada: o empate entre Barcelona e Atlético de Madrid, que consagrou este último campeão espanhol.

Então partimos para a Ressacada. Precisava, ainda, comprar os ingressos e levar o Neto para o setor onde ele entraria com outras crianças, junto com os jogadores.

 

 

Minha esposa e eu levamos o nosso filho e o nosso sobrinho para o setor onde as crianças se encontram. E sob o comando da Maria Helena Müller elas foram levadas até o túnel de saída dos jogadores. Antes, outra surpresa: Maria Helena me convidou para ser uma das pessoas a entrar em campo carregando a bandeira de Santa Catarina. Prontamente aceitei, claro. E foi uma experiência muito legal estar ali ao lado dos jogadores, perfilados, para a execução dos hinos.

Durante o jogo, na torcida, a minha esposa cantava, reclamava do juiz, vaiava o adversário. Do outro lado, meu filho brincava com outras crianças, assistia o jogo, também reclamava do juiz e vaiava. Na hora do gol avaiano pude vê-lo pular de braços erguidos e soltar o grito de gol da garganta. Era o clímax do que estava sendo o melhor dia de todos.

Mas tem “ou quase” lá em cima, antes do vídeo, reparaste?

Pois é, tenho que falar do jogo. E logo no início o Leão quase abriu o placar, após um cruzamento do Bocão. Em seguida, num outro ataque do Avaí,  juiz quase deixou de aplicar o cartão amarelo para o defensor do Ceará, que fez uma falta dura no jogador avaiano. O Avaí teve algumas oportunidades de abrir o marcador no primeiro tempo, apesar de CS88 estar jogando muito abaixo de sua capacidade e Tinga continuar sendo o Tinga. Assim como o Ceará quase abriu o marcador, tendo Vagner efetuado uma defesa de puro reflexo. Questiono: por que os jogadores do Avaí não chutam de fora da área no gol adversário?

No segundo tempo, o árbitro demonstrou estar fora de sintonia com a partida. Deixou o time do Ceará bater e até mesmo agredir os jogadores do Avaí, sem puní-los devidamente. E o auxiliar do lado do setor A, que no primeiro tempo pareceu estar com o braço engessado de tantos impedimentos que marcou, não viu o impedimento no gol do Ceará. Circunstâncias como estas nos fazem pensar na existência de situações extra campo.

O técnico Pingo errou ao sacar o Anderson e colocar o Roberto. Este parece não querer mais jogar no Avaí. Deixa treinando em separado. Paulo Sérgio, que entrou depois, pelo menos demonstrou vontade em jogar.  Ontem, na segunda etapa, pude acompanhar as jogadas do lateral esquerdo avaiano. Jogada típica: Eduardo Neto abre na lateral e recebe a bola para prosseguir em profundidade. Ele para a bola e volta o jogo. Na marcação sempre deixa o lado esquerdo desguarnecido e está mais centralizado. Será que o Pingo não quer testá-lo como líbero? Quem sabe dá certo, pois ele quase nunca está na lateral.

Diga-se de passagem, da forma que está ou Tinga e Eduardo Neto deixam de ser titulares, ou o Pingo deixará de ser técnico do Avaí. Assim como está o clube não chegará em lugar algum.

É de se ressaltar as boas atuações de Diego Jardel, Eduardo Costa e do goleiro Vagner. A dupla de zaga também foi melhor do que nas partidas anteriores.

No final das contas, o Avaí quase ganhou, mas o Ceará quase virou, ou seja… quase foi o melhor dia de todos!?

Claro que não! Apesar do empate, foi sim o melhor dia de todos. Afinal, num belo dia de sol, com pouco vento na Ressacada e torcer para o Avaí ao lado da esposa e do filho (além do meu irmão, cunhada e sobrinho), confesso que o placar, ontem, ficou em segundo plano! Afinal o veredito do meu filho foi:”muito legal, gostei muito”!

É reza demais

O futebol, assim como a maioria dos esportes que mexem com o emocional, depende de causas além da lógica para se manter motivado. Pra começar, há quem reze para deuses para uma bola entrar, ou não entrar. Reza-se para se conquistar um campeonato e se paga a promessa da reza.

As pessoas usam mandingas para determinada conquista, camisas e outras peças de vestiário são usadas para “manter a tradição”. Há imagens de santas nos vestiários e os negovéio se benzem antes de entrar num campo ou numa quadra.

Nelson Rodrigues cunhou a expressão Sobrenatural de Almeida para definir as supostas coisas do além que investem num lance da partida.

Mas quando isso fica no lado da torcida, das histórias do futebol ou mesmo de jogadores de poucos recursos e que buscam no etéreo algo para se firmar, até se compreende.

O problema é um treinador, homem às vezes iletrado, que usa da lógica para colocar um time em campo, preferir o sobrenatural à exatidão mais elementar.

Ora, opinião qualquer um tem, mas a razão se vale de evidências, é comprovada, está na cara. Ela é exata. Um técnico de futebol que “acredita” não pode ter vida longa na carreira, não em praças importantes. Quando muito um trabalhinho aqui ou outro ali.

A escalação de Eduardo Neto no time do Avaí pelo técnico Pingo só pode ser por ordem de algum pai de santo, algum despacho de encruzilhada, uma passagem da Bíblia ou uma lição do Alcorão. Só isso justifica a manutenção desse rapaz no time. Não há outra explicação. Nem cola mais aquela história de empresário que manda escalar. Afinal, quem gostaria de ver “seu produto” desvalorizar a cada jogo?

A continuar assim, Pingo passará a Gota rapidinho. E daí para o ralo é um escorregão.