Conversa pra bovino roncar

O técnico Pingo, do Avaí, revelou em entrevista que é preciso um tempo para o time alcançar regularidade. Ah, sim, e ainda disse que não vão mudar a forma de jogar.

Bacana isso. Interessante. Qual seria o tempo requerido para este suposto time avaiano alcançar a regularidade? Uma semana? Um mês? Ah, depois da Copa? Sei, sei.

E a forma de jogar, essa que ele diz que não querem mudar? É esta altamente fracassada, que não deu resultado algum até aqui? Esta que só ganhou de cones e galinhas mortas?

Claro que eu sei que no futebol as coisas não acontecem da noite pro dia. E que para se formatar um estilo próprio leva tempo. Qualquer estúpido sabe disso. Mas os resultados, mesmo pífios e pequenos, se a preparação for correta, em sua essência demonstrarão que ali na frente a coisa poderá render bons frutos.

Não sou viúva de jogador e nem de técnico, muito menos de revolver o passado, mas todo mundo sabe, até os nossos rivais, da história da campanha memorável de 2009, quando iniciamos tomando sapatadas e amargamos uma lanterna honrosa. Todos percebiam que aquele time jogava bem e que só faltavam alguns ajustes, proporcionados pela diretoria avaiana em conversa ao pé do ouvido com o então técnico Silas (neste momento alguns espertos vão ligar para o empresário do ex-técnico e ele vai negar tudo. E eles vão acreditar).

O time do Avaí não joga nada há meses. Aliás, minto, até a última rodada joga igual, ou seja, joga péssimo, joga mal, sem esquema definido, sem jogadas elaboradas, sem jogadores que estejam afim, sem comprometimento, sem razão, sem noção. O time do Avaí é um nada há vários meses e na mão de cinco técnicos. Vem numa decrescente absurda e que só não é uma catástrofe completa porque ainda há alguns lampejos aqui ou ali e se consegue um alento. Quando querem. Quando dá uma doida em alguém e sai um gol.

As teses, por si só, vão caindo uma após a outra. Era salário atrasado, falta de qualidade, desgaste, excesso de jogos, brigas de vestiários e assim foram surgindo e se revelando furadas. O que acontece é que não querem mesmo. Não estão nem aí para a nação avaiana. História? Honra? Glória? Bobagens. É um time cansado e não por desgaste físico, senão os atabaques não tocavam até altas horas. É um amontoado que não quer nada com a hora do Brasil. Só diversão.

O que falta neste time é vergonha na cara, isso, sim. Falta respeito às tradições do clube.

Estou cansado desse blábláblá repetitivo de que agora vai, agora vamos jogar, vamos trabalhar, temos chances e todas tolices sem fim.

Quando alguém de dentro do Avaí, seja jogador, dirigente, massagista, treinador ou algum quero-quero vier a público e disser que não deu nada certo até aqui e que vão mudar radicalmente, cortando na carne e tomando decisões fortes e necessárias, doa a quem doer, aí, sim a coisa vai começar a mudar.

Alguém tem que sair de sua zona de conforto.

Por enquanto, este papinho ensebado já deu para a nossa bolinha.

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