Quase o Avaí que desejamos

O jogo começou e logo o torcedor pode perceber que seria o Avaí dos últimos jogos a entrar em campo.

Jogadores do Avaí caíam sozinhos no gramado (seriam as travas das chuteiras? o campo molhado?). Bocão e Eduardo Neto, principalmente este último, tinham avenidas para utilizar. Mas Eduardo Neto travava e não avançava e Bocão aguardava a defesa para nela esbarrar.

Marquinhos Santos até começou a aparecer pela esquerda para jogar com Eduardo Neto, mas isto foi apenas nos minutos iniciais.

Mas havia algo de diferente no ar…

E era o próprio Marquinhos que nos demonstrou isso (numa das raras chances de gol da equipe do ASA no primeiro tempo), quando voltou correndo praticamente todo o campo e num carrinho preciso, dentro da área, evitou o chute do atacante adversário. Raça e vontade pura! Mas no primeiro tempo essa demonstração apareceu em breves lampejos.

Tanto que Roberto, ainda no final do primeiro tempo, demonstrou que não faria (ou não queria fazer) gol na noite de ontem. Em duas excelentes oportunidades ele deixou de fazer o gol ao chutar fraco ou fraco e para fora.

Cheguei ao final do primeiro tempo a indicar pelo twitter: Eduardo Neto, Roberto e Tinga. O Pingo pode fazer as três substituições sem peso na consciência.

Não fez nenhuma delas no intervalo, mas no decorrer do segundo tempo. E elas foram fundamentais para a mudança de postura do Leão na partida. Afinal, o Avaí precisa de zagueiros? Precisa! Precisa de atacantes? Precisa! De laterais? Precisa! Mas a inércia do Pingo também é latente. O treinador avaiano precisa reagir. Também precisa mostrar garra e inovação. Por que não testar o Avaí com um zagueiro no lugar do Eduardo Neto e com Diego Jardel no lugar do Tinga?

E o goleiro Vagner precisa deixar a sua estrela brilhar e parar de ouvir “dicas” do goleiro Diego. Se decidiu sair do gol deveria ter convicção que chegaria antes do atacante, caso contrário o mais prudente era ter retornado ao gol e dificultado a definição do jogador do ASA.

Antes do goleiro do ASA quase ter sido substituído por quase ter quebrado uma das costelas (SQN), Paulo Sérgio havia colocado a bola nas redes adversária. Mas o auxiliar muito bem assinalou o impedimento.

O início de cai-cai da equipe alagoana despertou a “ira” dos jogadores e da torcida avaiana, que passaram a “jogar” juntos, como nos velhos (nem tão velhos assim) tempos.

Neste clima Anderson Lopes empatou para o Avaí, depois uma bola acertou a trave, e num outro lance o próprio Anderson Lopes, agora oportunista, aproveitou o rebote e sacramentou a virada.

O suficiente para que o comentarista da FoxSports, animado pela torcida e mesmo distante (já que comentava em estúdio), sacramentasse: “sensacional a virada do Avaí”.

Depois da virada a torcida passou a vaiar quem devia: o time do ASA.

No final de tudo o torcedor pode respirar e pensar: este é quase o Avaí que queremos!

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