Raul 100% e Sidney 0%

O Avaí já havia feito um bom primeiro tempo de partida neste ano. Foi contra o Boa Esporte. Dominou completamente o adversário, contudo não conseguia arrematar a bola na direção do gol. Também, neste ano, já ocorreram duas grandes viradas. Contra o ASA (pela Copa do Brasil) e contra o Paraná. Daquelas que são conquistadas com muita raça.

Mas ontem, contra o Náutico, o domínio do Avaí no primeiro tempo foi diferente do jogo contra o Boa. Afinal, o time da casa também atacou, exigindo a boa presença do goleiro avaiano. E a raça do final das partidas acima citadas foi substituída pela “catimba moderada” do goleiro Vagner.

No primeiro tempo, sob chuva, ou seja, com o campo molhado o Avaí fez pelo menos em três oportunidades aquilo que muito raramente havia feito neste ano. Tocou a bola. Trocas de passes constantes, como num treino de dois toques. Jogadores próximos uns dos outros. Time compactado. E desta forma chegava ao ataque e concluía as jogadas em direção ao gol. Não lembro de ter visto o Avaí jogar assim neste ano. Inclusive foi desta forma que o Leão fez o único gol do jogo. Numa bela jogada que terminou com o passe de Tinga na cabeça de Paulo Sérgio.

O posicionamento dos jogadores do Avaí era tão interessante que a impressão é que em determinados momentos o time atacava e pressionava o Náutico num 2-5-1-2. Importante ressaltar, também, que tanto Tinga e Marrone tomaram conta do lado direito do campo quanto Eduardo Neto e Eltinho do lado esquerdo. Nem aparentavam ser os mesmos jogadores das partidas anteriores.

Desde 2008 que podemos dizer tranquilamente: como joga esse Avaí na chuva!

No segundo tempo (a chuva parou) o Avaí apresentou uma única vez esta jogada de toque de bola e foi aos sete minutos de jogo. Antes disso foi pressão do Náutico e depois também, tendo o Leão deixado de definir a partida em diversas oportunidades nos contra-ataques, especialmente perdidos pelo Heber. Diego Jardel entrou mal na partida. Demonstrou que neste esquema do Cabral ele não conseguiu substituir o Tinga. Talvez no lugar do Cléber. O treinador avaiano percebeu a tempo a situação e colocou o Abuda para recompor aquele lado. Assim deslocou o Eduardo Neto para a lateral jogando com Diego Jardel pela esquerda e Marrone e Abuda atuaram pela direita.

O problema é que o time do Avaí tem cansado no segundo tempo. Em consequência aumentam os erros de passes e a tensão dos torcedores. (Já estão pensando na preparação física durante a parada para a Copa?)

No final das contas foi possível concluir que o Avaí privilegiou a marcação (e assim deve ser a série B para times com orçamentos reduzidos), tendo jogado quase toda a partida com quatro volantes em campo, sem deixar de lado o toque de bola e o objetivo do gol. Se no segundo tempo os atacantes tivessem acertado os contra-ataques o Avaí teria vencido com mais tranquilidade.

E Raul Cabral segue com 100% de aproveitamento no comando do Avaí. Já Sidney Moraes segue com 0%, neste ano, em jogos contra o Leão. Será que ele não pode treinar todos os nossos demais adversários?

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