No início das oitavas a Copa foi dos Davis

Que me desculpem Júlio César, James Rodríguez, Robben e Huntelaar, mas neste início das oitavas a Copa foi dos Davis.

Pelo lado do Brasil David Luiz fez o gol da seleção no tempo normal e abriu com precisão a cobrança de pênaltis. Júlio César lhe roubou a “alcunha” de melhor em campo ao defender dois pênaltis.

Mas quem sabe não seria a trave o “melhor jogador” brasileiro em campo?

Além do mais, o juiz atrapalhou o espetáculo. Na minha opinião Hulk não dominou aquela bola com o braço e o juiz deixou os chilenos se revezarem no “espancamento futebolístico” em cima do Neymar.

Mas que esse tenha sido o jogo da expurgação. Que os jogadores brasileiros joguem a próxima (espero que as próximas) partida com responsabilidade e alegria mas tirem de si o peso que não lhes cabe. Pronto Júlio, mostraste aos teus críticos que mereces estar onde estás. E demais jogadores apenas joguem futebol! Esqueçam por algum momento que tem uma propaganda dizendo que a vaia faz o craque crescer. E parece que a torcida brasileira está levando essa propaganda muito a sério. Afinal, vaia até o hino adversário replicando práticas antidesportivas que hipocritamente nas redes sociais (quer virtuais ou reais) alega abominar.

E, caro Felipão continue com seus paradigmas defensivos que vão te levar ao título, mas por favor nos dê a chance de ver o time atacar com um pouco mais de qualidade. Ou pelo menos tente isso. É possível, e você sabe disso, de manteres a tua força defensiva modificando levemente o teu esquema tático ofensivo. Trocar jogadores como peças de tabuleiro está tão previsível e sem resultados concretos.

Hoje, com os jogadores à disposição eu escalaria: Júlio; Maicon, David, Thiago e Marcelo; L. Gustavo, Fernandinho, Hernanes e Oscar; Hulk e Neymar. E tem que obrigar o Hulk a chutar de fora da área. Ou será que ele desaprendeu? E se nem assim o Hulk deslanchar coloca o Bernard ao lado do Neymar, com os meias chegando ao ataque … Não custa tentar, custa?

Ah, como o L. Gustavo está suspenso, no próximo jogo eu colocaria o Ramirez no seu lugar. Mas pode ser o Paulinho, também.

Mas você que está lendo este texto já deve ter se perguntado quem é o outro (ou outros) Davi de quem falo no título?!

Falo de um certo Davi: um ser humano, nem tão fraco, nem tão forte, que em determinado momento de sua vida precisou enfrentar um gigante chamado Golias. E, curiosamente, ou melhor: astutamente, venceu a batalha.

Nesta Copa já temos este Davi que atende pelo nome de Costa Rica. E não derrubou apenas um Golias. Já foram quatro.

Primeiro o Golias Uruguai, bicampeão mundial e quarto colocada no último mundial, que havia impossibilitado a Costa Rica de disputar a Copa de 2010. Imagina: No sorteio você cai no Grupo considerado da morte, e fará a estreia contra o time que na repescagem para a classificação da fase final da Copa anterior lhe tirou o sonho de disputar um mundial.  Mas daí você lembra: O que tenho a perder? Nestes eliminatórias já venci Estados Unidos e México (os tais “soberanos” da CONCACAF) , então por que não é possível vencer o Uruguai?

Após abater o Uruguai foi a vez de enfrentar o Golias Itália, simplesmente tetracampeão mundial.  No mundo todos pensavam que a vitória da Costa Rica contra o Uruguai havia sido uma surpresa. Mas, novamente, outro Golias cairia em solo brasileiro. E depois dos italianos foi a vez dos ingleses, não menos gigantes, reconhecer a superioridade do Davi Costa Rica.

Pronto. Para todos a Costa Rica já havia feito seu papel de surpresa da Copa. Poderia perder nas oitavas e ir embora que já seria aplaudida. Mas os jogadores queriam mais. E a Grécia, campeã da Eurocopa de 2004 (por isso não menos gigante) sentiu a pedrada da Costa Rica, quando Bryan Ruiz abriu o placar no início do segundo tempo. Mas aos 21 minutos da segunda etapa um jogador costarriquenho foi expulso e o gigante Grécia mostrou que aquela partida seria épica. E, com isso começava o drama da Costa Rica, que era salva constantemente pelo goleiro Navas, em brilhante atuação. Mas os gregos marcaram no último minuto de jogo, levando a partida para a prorrogação. Esta totalmente desumana. Jogadores se arrastavam e caiam em campo. E a Grécia perdeu a oportunidade de decidir o jogo.

Nas penalidades, gol a gol, a dramaticidade só aumentava. Mas como os gregos entendem melhor, também, de tragédia, Gekas perdeu o pênalti bem defendido por Navas. E bastou Michael Umanã converte a penalidade para a Costa Rica derrubar mais um Golias nesta Copa.

Agora, que venha o Golias Holanda… por que ninguém mais sabe do que esse Davi Costa Rica é capaz de fazer!

Um importante legado da Copa

Muitos são os legados deixados num evento como o da Copa do Mundo. E tantos outros são os que poderiam haver. Mas em se tratando de futebol, um importante legado da Copa seria a conscientização dos dirigentes brasileiros de que a população quer voltar aos estádios. Ou melhor: quer voltar a ver futebol nos estádios, mesmo que veja pela TV.

Mas para isso ocorrer é preciso mudanças de paradigmas na CBF, nos detentores de direitos de TV, nos clubes, treinadores, preparadores físicos e jogadores. Há muito dinheiro envolvido atualmente no futebol brasileiros, principalmente na série A. Contudo, não estão sabendo planejar adequadamente o espetáculo/campeonato. Além do mais, com mais de doze estádios “padrão FIFA” espalhados pelo Brasil, é necessário tornar o campeonato efetivamente nacional!

Este, no meu ver, seria um importante, senão o principal legado que a Copa poderia deixar para o Brasil.

A primeira fase da Copa está terminando. Com ela a maioria das seleções europeias estão se despedindo, enquanto os latino-americanos (e aqui se inclui o Brasil, evidentemente) dominam a Copa. Vale destacar a grata surpresa de ver o futebol jogado pela Costa Rica, com certeza um dos “elencos” “mais baratos” da Copa. E que não me surpreenderá se chegar até as quartas-de-final.

As mudanças de Felipão

O treinador brasileiro é inteligente e sabe como nenhum outro treinador enfrentar jogos decisivos (basta citar, como exemplo, o título da Copa do Brasil com o Criciúma e o vice campeonato da Eurocopa com Portugal). Porém, existem duas formas de transpor as decisões que estão por vir: com mais emoção ou com mais tranquilidade. Por enquanto, o treinador brasileiro tem preferido a primeira opção. Ao manter Hulk, Paulinho e Daniel Alves no time titular a seleção brasileira está apresentando consideráveis dificuldades no decorrer das partidas.

Eu acredito que para o próximo jogo contra o Chile o treinador brasileiro deverá manter Fernandinho no lugar do Paulinho e o Ramires no lugar do Hulk. Mas para manter fortes emoções não deve colocar Maicon no lugar de Daniel Alves.

Mas quem sabe Ramires jogando como volante chegando no ataque (e não como meia atacante voltando para marcar), seja a alternativa para cobrir as subidas do lateral direito brasileiro. Verdade seja dita: Daniel Alves está se esforçando para contribuir na marcação. Mas não é a sua. E com isso nem tem apoiado com a frequência que lhe é peculiar.

Também não me surpreenderei se Felipão sacar o Hulk e entrar com Luis Gustavo, Paulinho e Fernandinho de volantes contra o Chile.

Se o Brasil passar do Chile (vai passar! pensamento positivo) deve enfrentar nas quartas Colômbia, Uruguai ou Itália. Vai Brasil!

Está tendo Copa

Quatro jogos já foram realizados e hoje mais quatro se realizarão! É overdose de Copa meu povo!

E para quem curte futebol isso é um prato cheio. Mas, infelizmente o Governo Federal não criou o Bolsa Copa, então uma das partidas que gostaria muito de assistir foi vista por VT mesmo. Mas toca o baile, digo a Copa!

E muitos gols já foram anotados. A média é de 3,75 gols por partida. E isso por que anularam dois gols mexicanos.

E quanto a isso, no tocante à arbitragem ela está deixando a desejar. Os pênaltis anotados para o Brasil e para a Espanha foram bastante duvidosos, e tiveram os gols anulados do México. Mas o nível da arbitragem está ruim? Ou sempre foi? Convenhamos, agora são milhares de câmeras acompanhando os jogos. Portanto, a FIFA precisa rever urgentemente seus conceitos, sob pena de perder, definitivamente, a credibilidade.

Quanto à seleção brasileira os seus maiores problemas são as conhecidas faltas de coberturas nos avanços dos laterais. Poderão nos dar sustos como na estreia, mas não devem nos prejudicar nesta primeira fase. Contudo, Felipão precisará corrigir este ponto, pois nem sempre terá Oscar num dia inspirado e Neymar tão decisivo.

México e Camarões fizeram um jogo corrido, mesmo sob muita chuva (é preciso ressaltar a excelência da drenagem na Arena das Dunas), o que demonstra que os jogadores brasileiros precisarão estar bem atentos nos próximos dois jogos.

A seleção chilena jogou “para o gasto” contra os australianos. Abriu avassaladoramente o placar, se acomodou, sofreu um gol, mas depois confirmou a vitória. Dois empates, contra Espanha e Holanda, devem classificar os chilenos.

Porém, a grande surpresa destes primeiros jogos foi a vitória da Holanda. Não o fato dos holandeses vencerem a partida, mas a forma como venceram.

A seleção espanhola fez, praticamente, todo um primeiro tempo no seu tic-tac tradicional, dominando as ações da partida e tentando hipnotizar os holandeses. Mas há um diferencial no esquema espanhol, em relação às últimas Copa e Eurocopa: há um centroavante no time titular. Se antes o tic-tac fazia a maior parte de suas jogadas pelos lados do campo, agora há uma insistência de enfiadas de bola pelo meio. E tal fato facilita a marcação adversária. Mas curiosamente o atual esquema favoreceu o lance duvidoso de penalidade, que gerou o gol da Espanha.

Porém,  no final do primeiro tempo o relógio quebrou! E Van Persie num gol espetacular empatou a partida.

No início do segundo tempo a seleção holandesa aplicou o tic-tac espanhol e em seguida enfiou uma bola pelo meio da, ainda, atordoada defesa espanhola para virar o marcador. Por incrível que pareça a trave e o goleiro Casillas salvaram a Espanha de um vexame maior. Se é possível isso.

Conseguirá a Espanha consertar o relógio para o próximo jogo? Se sim, quem pagará o pato serão os chilenos.

É meus amigos: está tendo Copa! E que Copa!

A verdade esperando o seu dono

A tese de bipolaridade, ou incoerência, no futebol já foi defendida por doutos sociólogos, anotada por comentaristas esportivos e por treinadores atentos ao que se diz nas arquibancadas, e sentida por onze dentre onze jogadores de um time, que é sacramentado quando ganha ou vaiado peremptoriamente quando perde e perde feio. E é típico comportamento de torcida mesmo, sem tirar nem por.

No dia a dia, o torcedor comum de arquibancada até tenta manter uma fina linha de conduta acerca das opiniões que tem sobre seu time. Torce e vaia como bem entende, porque sua emoção está acima da razão. Seus excessos são desculpados, haja vista sua angustia desenfreada e sua paixão avassaladora.

Mas há uma categoria de torcedor, pertencente a uma fauna muito rara, cujos gritos os tornam populosos, que na imensa maioria das vezes perde o fio do debate quando, no íntimo, ele diz muito pouco baseado no que profere aos quatro ventos e só faz gênero para encantar o entorno. Os principais representantes são os assim chamados “donos da verdade”. É bem habitual este tipo querer um motivo para cornetear, além de fazer graça e posar de sabido e de entendido do futebol e sair a arrotar teorias estranhas.

Uma delas é sobre a utilização dos estádios de futebol.

A gente percebe isso, nitidamente, nos discursos vazios e sem conteúdo, carregados de má vontade (ou má-fé), quando a modernização no futebol é defendida num dia e no outro ele, o entendido, só deseja um estádio de futebol apenas para “o futebol”, atestando o mais absoluto contrassenso. “Nada de usar para outras coisas”, diz, do alto de sua sabedoria presumida o entendido, enquanto observa com olhos rútilos para alemães, ingleses e americanos usando suas praças para as mais diversas atividades, além do futebol.

O seu estádio, contudo, o do seu time, vira elefante branco quando não é frequentado, coisa que ele faz questão e aposta que permaneça assim mesmo, que é para ir elencando os problemas e fortalecendo as desavenças que tem com a diretoria do clube de plantão, com torcedores que não o levam a sério e para aprovar sua tese.

É capaz de observar sem olhar para o alvo, apenas com o intuito de dizer o que pretende, mas sem conhecer, uma vez que, obviamente, não frequenta as dependências do estádio. Faz pouco caso por uma lógica que apenas ele entende. E no melhor exemplo de complexo de vira-latas, atesta que tudo pode estar errado, uma vez que ele, e só ele, tem a fórmula para os acertos e rotas bem conduzidas.

Um estádio de futebol é, acima de tudo, uma praça de espetáculos e deixá-lo ao tempo, tomando sol, chuva e acumulando poeiras, sem utilidade, é um desperdício. Por isso, antes de se definir que virará um elefante branco, os entendidos deveriam era promover um debate para um bom uso dessas praças, levantar o valor intangível, que é o apreço pelas nossas coisas, o carinho, a dedicação e empenho de fazer bonito. Falar mal por falar mal e sempre achar defeitos é coisa de fracassados, de desinformados e em cujas faces falta apenas o nariz de palhaço para aparecer.

Isso tudo prova que os candidatos a donos da verdade ainda estão no fim da fila, autenticando a carteirinha, mas longe de assumir seus cargos.

Santos 2 x 0 Criciúma

Olá pessoal !  Estava de folga e estou retornando para comentar e postar tudo o que for referente ao nosso Tigre. Começo então pela derrota diante do Santos onde o Criciúma poderia nem ter ido à São Bernardo ( SP ) , local da partida, pois pouparia a viagem e o desgaste …   dos jogadores.  Primeiro a escalação com um ( 1 ) atacante foi um dos presentes que levamos para o time do Santos, ainda mais com o Lucca de atacante, pois neste ano não tem se apresentado bem. Outro presente entregue ao time santista foi dado pelo volante Rodrigo Souza que perdeu a bola na intermediária e presenteou o contra ataque alvinegro até o primeiro gol.  Depois,mais um presente: mais uma bola perdida no meio de campo, outro contra ataque e o segundo gol do Santos. Sem contar com a passividade de Serginho e companhia na falta de marcação , deixando os atletas santistas livres e soltos , sem dificuldades para fazer o placar final.

Se sair de Criciúma e jogar como time pequeno não vai vencer fora de casa. Já entra em campo como se a derrota fosse o final da história e algo que seria inevitável. É como se fosse apenas cumprir a tabela e caso viesse  um empate ou uma vitória seria algo heroico.

Bem, terminamos a fase pré-copa com 11 pontos na 13 .0 colocação. Aguardaremos as contratações e a performance até dezembro, esperando estar entre os 16 melhores colocados !