A Granja recebe uma visita

Os bichos cricri da famosa Granja Comigo Boi Não Dança (ou mais conhecida pelas iniciais CBN-D), a Raposa Felpuda, maledicente e ardilosa, o Sapo Duende, encrenqueiro e eterno inconformado, o Gambá Pretibranqui, com a cara e os pelos pintados de emoção, o Ratão do Banhado, que não deu certo em lugar algum e acabou dando na Granja e o Morcego Moicano, que posa de intelectual para fazer gênero, estavam faceiros e alegres pela presença de uma personalidade ilustres em sua fazenda.

– Ele vem, ele vem? – esperava, ansioso, o Ratão.

– Sim, ele confirmou. Não vai faltar e nos desprestigiar, né? – confirmou o Gambá Pretibranqui.

– Sim, afinal, estamos sempre apoiando suas ações, agora é hora de retribuir – reforçou o Morcego Moicano.

– Olha, está chegando. Que emoção! – apontou o Gambá, levantando-se e estendendo a mão. – Como vai, Grande Urso Willie Wonka Bilíngue? O famoso dono da Granja do Vizinho.

– É um prazer imenso estar com você – retribuiu o Grande Urso. – Onde é que eu sento?

– Ora, pode sentar aqui no meu cantinho – ofereceu a Raposa, ajeitando o cachecol.

– Shhh, ô, Raposa, não começa – repreendeu o Sapo duende.

– Eu não falei nada. Coisa horrorosa – desculpou-se a Raposa.

– Sniff, sniff! – choramingou o Ratão.

– O que foi, Ratão, porque estás chorando? – quis saber o Morcego.

– Ah, é uma emoção muito grande estar ao lado de um ídolo – confessou o Ratão.

– Não, ídolo, não, ídolo só tem um, é o Leão Galego. Cadê aquela cueca, hein? – ensinou o Sapo Duende.

– Pois é, Grande Urso, dizem que o pessoal do Sitio do Pica-pau Amarelo vai visitar a sua Granja – interpelou o Morcego Moicano. – Vão estar estar lá a Emilia, o Pedrinho, a Narizinho… o Saci.

– Não! – esbravejou o Grande Urso Bilíngue. – O Saci, não. Eu tenho pesadelos com esse Saci.

– Mas, Grande Urso Willie Wonka Bilíngue, quero agradecer a sua presença e dizer que estamos com a cara pintada de emoção e inaugurando um programa novo – apresentou o Gambá. – É o Quiz Granja, um programa de perguntas e respostas. O vencedor leva um coelho de Páscoa, muito gostoso por sinal.

– Pô, logo um coelho? – inconformou-se o Grande Urso. – Não tem brócolis, não?

– Tá, nós vamos providenciar a troca – desculpou-se o Gambá.

– Mas como é que funciona a coisa, o tal do Quiz? – preocupou-se o Grande Urso.

– É assim, a gente faz a pergunta e o senhor tem três chances de responder. Pode consultar o celular, o dicionário das letras ou perguntar para os universitários maconheiros – ensinou o Morcego.

– Opa, vamos lá, então – animou-se o Grande Urso.

– A primeira pergunta é: quem descobriu o Brasil? – perguntou o Gambá.

Houve uma pausa… Após alguns minutos sem ninguém falar qualquer coisa, o Morcego Moicano disse:

– É, a gente sabe que é uma pergunta muito capciosa. A produção, eu acho, deverá rever as perguntas para os próximos programas.

– Tá, não tem uma dica? – inquietou-se o Grande Urso Bilíngue.

– O senhor pode consultar seu celular, o dicionário das letras ou os universitários maconheiros – reforçou o Gambá.

– Ãh, tá, vamos lá, então. Aqui diz, no celular, que é um nome com três iniciais: P. A. C. – respondeu o Grande Urso.

– Opa, tá esquentando – animou-se o Ratão.

– Ah, eu já sei, eu já sei – quis responder o Sapo Duende.

– Você não pode, Sapo – advertiu o Gambá. – E se responder errado é ponto negativo pra ele.

– É a Dilma, o PAC não é da Dilma? – acelerou-se o Sapo.

– Não, resposta errada. Menos um ponto – incomodou-se o Gambá. – O senhor tem mais duas chances, Grande Urso.

– O senhor está nervoso? – preocupou-se a Raposa. – Quer um uisquinho pra relaxar?

– Não, pelamor de deus, uísque não – advertiu o Morcego.

– Deixa eu consultar o dicionário das letras, então – replicou o Grande Urso. – Olha, aqui diz que o nome do meio é Álvares. Já sei, é Paulo Álvares Paraíso?

– Não, Grande Urso Bilíngue, não tem paraíso no nome – contestou o Gambá.

– Poxa, não tem? – lamentou o Grande Urso. – Mas tudo começou com ele. Cadê o Paraíso? Preciso de ajuda.

– Última chance, então – explicou o Gambá. – O senhor quer consultar os universitários maconheiros?

– Não, liga pros auditores do TJD. Eles vão me ajudar. Eles sempre me ajudam. Guris bons, aqueles – concluiu o Grande Urso.

Futebol de Rua

Todos que já bateram uma peladinha na rua do bairro vão se lembrar destas coisas.

futebol de rua

Futebol de Rua era o futebol que todos jogaram no meio da rua com os amigos, inimigos, ou desconhecidos (o sujeito chegava falando: posso jogar ai?), que, repaginando para os dias atuais, torna-se cada vez menos popular. Era uma tendência de entretenimento com a mulekada da rua. Ai embaixo estão as regras do Futebol de Rua, kibadas de uma crônica de Luís Fernando Veríssimo.

1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, dura até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo joga na zaga. Os fodas (ou que se acham fodas) jogam no ataque, gol e comandam o time e os outros otários obedecem.

6. O JUIZ

Não tem juiz. até porque,se tivesse, no final,estaria no hospital

7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.

c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada.

Fonte: já foi dito acima, é de um texto do Veríssimo, pô.

Uma falsa importância

Na história do futebol mundial não conheço torcida que tenha existido antes de um time. Se alguém conhece pode parar de ler o texto aqui.

O fluxo normal deste caudaloso rio é um grupo de desocupados fazerem uma vaquinha, juntarem uma cambada de perebas, dois ou três que sabem fazer embaixadinhas, comprarem uniformes e organizarem um time de futebol pra bater uma bolinha no campinho do bairro depois do expediente. Ou num Sábado à tarde contra os amigos da outra rua. Dali por diante, se a manguaça não consumir os músculo destes boleiros, ao longo dos anos teremos mais um clube na praça. E, junto deles, uma torcida.

Ela começa, primeiramente, com a parentada dos candidatos à Bola Murcha. Tem o tio que faz o churrasco, o cunhado que entende de massagens, o pai que gela a cerveja, a madrinha do neto que lava os uniformes, a avó que faz a maionese e os pais que dirigem as Kombis para levar a raça toda a bater uma bolinha no campinho do sitio.

Quando o troço fica sério, todos torcem desbragadamente pelo sucesso do time. O tio do churrasco quebra um galho de técnico, mas quando perde a vaga para um genro que chegou ontem e já dá uns tapas na sobrinha bonitinha, fica bicudo e vira o corneteiro da turma.

Com o passar dos anos esse time fica famoso no bairro, com duas gerações de atletas e alguns uniformes desbotados, vai agregando mais gente na turma dos acompanhantes, quando o time sai pra jogar fora. Já tem a vizinhança e até gente do outro lado da cidade a acompanhar a saga do time. O bisavô com Alzheimer, que era o tio que cuidava do churrasco no passado, guarda a primeira camisa de goleiro numa gaveta atolada de naftalina e a expõe dentro de uma caixa de celofane toda vez que há um jogo importante. É o que mais chora quando o time ganha e o que se enfuncha quando perde. É também o que dá uns caraminguás, tirados de sua pensão de funcionário público, pra turma beber umas cervejas. Mas não lembra mais quantos títulos perderam na existência do time.

Um dia alguém ligado a um vereador cisma de registrar o time na liga da cidade. Com a ajuda do poder público compram uma área de um antigo ferro-velho e o transformam em estádio. Surge uma diretoria, elaboram um estatuto, que é escrito à mão, pois se guardarem em pendrive ele pode se perder, e fundam o clube. Os simpatizantes viram torcida e há até um esboço de organizada, cujo presidente é um ex-presidiário amigo do goleiro, que coordenava rebeliões no cadeião com um megafone.

E assim nasce mais um clube a matar de emoção, ódio e amor uma legião de simpatizantes e acompanhantes e que passam a se chamar torcedores.

Lembre-se que o teu clube nasceu assim, sem que houvesse sequer uma bandeira agitada no lado de fora do campo por alguém a dizer que era mais importante que o próprio clube.

Uma Granja aos prantos

Os bichos cricri da famosa granja Comigo Boi Não Dança (ou mais conhecida pelas iniciais CBN-D), a Raposa Felpuda, maledicente e ardilosa, o Sapo Duende, encrenqueiro e eterno inconformado, o Gambá Pretibranqui, com a cara e os pelos pintados de emoção, o Ratão do Banhado, que não deu certo em lugar algum e acabou dando na Granja e o Morcego Moicano, que posa de intelectual para fazer gênero, aproximavam-se do Sapo Duende, que emendava uma prosa quilométrica:

– Alô, minha gente amiga, bom dia! A nossa carinhosa saudação. Está no ar mais um programa do Sapo Duende, em edição brasileira. Horóscopo do dia: estamos sob o signo de leão…

– Que isso, rapaz? – interrompeu o Ratão do Banhado. – Você está surtando?

– Nada. Eu estava relembrando os tempos em que era radialista.

– Rapazi, fiquei sabendo que o Leão Galego lá do Circo do Deba devastou a plantação de brócolis da Granja do Vizinho – intrometeu-se a Raposa Felpuda.

– Estão mais perdidos que cachorro cego que cai de caminhão de mudança num tiroteio. – arrematou o Sapo.

– Humm?! – surpreendeu-se o Ratão.

– Não só isso – acrescentou o Morcego Moicano. – Parece que deixou a situação do Capataz das hortas, o Capitão América, insustentável. O homem não sabe fechar a porteira da Granja e deixa todo mundo entrar. O Leão Galego organizou até uma festa por lá, o seu famoso Show das Paquitas. Aquele em que ele faz um bolo e põe a cobertura.

– Coisa horrorosa – completou a Raposa.

– Eu estou aqui com a cara pintada e indignada de raiva – apareceu o Gambá Pretibranqui. – Vou é pra casa estourar saco de plástico-bolha. Preciso desestressar.

– Pô, mas o estrago foi assim tão grande? – quis saber o Sapo. – Me admira de vocês se deixar envolver assim tão fácil.

– Ah, Sapo, pra ti é fácil, tás sempre em cima do muro – concluiu o Gambá Pretibranqui.

– Pois é, o discurso de quem derruba um brócolis é um e de quem faz festinha com show do Leão Galego é outro – considerou, filosoficamente, o Sapo mais uma vez.

– Chegou aqui a informação que os empregados da Granja do Vizinho terem sido reprovados na prova de Gramática. Erraram o ABeCedário todo. – informou o Ratão

– Tereria chance de a gente esconder uma nota de mil reais num livro pra eles procurarem? – quis saber a Raposa.

– Tá, mais por quê? – incomodou-se o Gambá. – Qual a razão disso?

– Bom, se erram a gramática e a ortografia é porque faz tempo que não abrem um livro. – admitiu o Morcego.

– Na minha terra é assim: escreveu, não leu, pau comeu. – detonou o Gambá.

– Na verdade, quem comeu foi o Leão Galego. – explicou o Sapo. – A razão de todos os males por lá.

– Si tu dix! – gritou lá de trás o Cervo Achocolatado, o colunista mais emplumado da Granja Comigo Boi Não Dança.

Que time é teu?

O manezinho foi participar da Jornada Mundial da Juventude na expectativa de quem sabe estar bem próximo do papa Francisco e pedir pela recuperação do seu time que anda tão mal das pernas.

Não conseguiu alcançar o seu objetivo. Mas rezou bastante pelo seu time e conheceu algumas jovens de outros continentes e de outros Estados do Brasil. Ou seja, não foi uma viagem perdida.

Mas já era domingo de noite quando foi até um bar próximo da orla de Copacabana. E ali mesmo no balcão tomava sua gelada, quando de repente escutou dois jovens discutindo numa mesa sobre futebol:

_ Cara, meu time tem um monte de medalhões, jogadores de nível de seleção, mas não ganha de ninguém.

_ Nem tá diferente da situação do meu time, mano.

_ De que adiantou o investimento da diretoria, se esses m… deixaram o time na zona de rebaixamento.

_ Pois, é. O meu também está lá. E com nove pontos.

_ Os mesmos nove pontos do meu time.

_ E agora querem trocar de treinador…

_ E adianta, o meu time trocou faz pouco tempo e nada mudou.

_ Cara, são quatro partidas seguidas sem vencer …

_ É mano, tá feia a situação, mas o meu já está a sete jogos sem saber o que é vitória no brasileiro.

_ E a torcida, é claro… não comparece.

Nisto o manezinho se viu familiarizado um dos dois também deveria torcer para o seu time. Afinal, jogadores medalhões, nível de seleção, zona de rebaixamento, nove pontos e tantas partidas sem vencer. “Um deles é avaiano” – pensou.

Foi ao encontro dos dois e perguntou, sem cerimônia:

_ Ei, que time é teu?

Meio sem entender o que se passava, os dois jovens se entreolharam e um deles levantou alterado:

_ Tá zoando da nossa cara, mano?

O manezinho tratou de se explicar e com isso ficou sabendo o que queria:

_ Eu torço para o Fluminense…

_ e, eu para o São Paulo.

Pensou o manezinho: Tirando o risco do leão cair para a série C, tem torcedor de time dos ditos grandes sofrendo tanto como nós.

A Granja preocupada

Os bichos cricri da famosa granja Comigo Boi Não Dança (ou mais conhecida pelas iniciais CBN-D), a Raposa Felpuda, maledicente e ardilosa, o Sapo Duende, encrenqueiro e eterno inconformado, o Gambá Pretibranqui, com a cara e os pelos pintados de emoção, o Ratão do Banhado, que não deu certo em lugar algum e acabou dando na Granja e o Morcego Moicano, que posa de intelectual para fazer gênero, cercaram o Ratão, cuja face estava peripatética e a baba havia secado.

– Que houve, rapaz? – quis saber o Sapo. – Que cara é essa?

– Puxei a descarga e aquele troço não desce. – disse, constrangido. – E ninguém dá jeito nisso.

O Sapo parou um pouco, pensativo. Relembrou os últimos acontecimentos do Ratão e perguntou:

– Mas o que foi que tu fizesse?

– Bom, tá lá boiando.

– Não, tô perguntando em relação ao Leão Galego.

– Ah, tá. É, fiz a mesma coisa…, Rapaz, fui mexer com ele e olha no que é que deu. Chutei até uma melancia de raiva e quase quebrei o pé. Agora vou andar manco por um bom tempo.

– Estão falando que o teu apelido lá nos rincões do Mato Grosso era Candinha – adiantou-se a Raposa. – De onde veio isso?

– Prefiro não comentar.

– Estou obervando o Circo do Deba daqui e percebo que o Leão Galego está belo e formoso, fora da jaula? – Mencionou o Morcego. – E quem foi que tirou a coleira dele? Esse bicho assim solto é um perigo. Vai comer todos os brócolis da Granja do Vizinho.

– E leão não come carne? – interessou-se o Gambá.

– Mas esse aí adora um brócolis. – confirmou o Morcego. – Por isso o perigo, intendessi?

– Ah, tinha um cachorrão pitbull careca latindo o tempo todo pra ele, mas o Leão Galego é mais forte – completou o Gambá Pretibranqui.

– Mas qual o motivo desse cachorrão querer atacar assim o Leão Galego? – questionou a Raposa, ajeitando o cachecol.

– Ele disse que o Leão Galego era muito folgado e que deveria ser mordido. – Informou o Gambá. – Ó, ele até deu um nome que eles usam no canil, entre eles, é… deixa eu ver… ah, tá, é TJD. Parece que é Tem Juba Demais. Um coisa assim.

– Só sei dizer que esse Leão Galego já arrumou briga com um monte de gente. – impôs o Ratão. – Ele chegou a brigar com outro só pra ter um lugar de destaque no Circo de Deba.

– Tu não me dix! – espantou-se o Sapo.

– Sei de fonte segura. – decretou o Ratão. – Por isso é que me chamam de Candinha.

– Uma coisa tem que ser dita – apaziguou o Sapo. – Se tem alguém que leva esse Circo do Deba nas costas é o Leão Galego. O número com os palhaços, com os macaquinhos e os malabaristas não tem a menor graça. A atração no Circo é o Leão Galego. Eu sei que não se chuta linguiça morta.

– Rapazi, – intrometeu-se a Raposa. – Eu sei de fonte segura que a Granja do Vizinho vai trazer o Obama para auxiliar a eles na horta.

– Miintiiira! – impôs o Gambá.

– Coisa horrorosa! – espantou-se a Raposa Felpuda, mordendo os dedos. – Mas como?

– Ele não gosta de brócolis. – afirmou o Gambá, rindo-se.

– Estamos precisando de afagos, é isso? – perguntou o Morcego. – Pra criar essas fofocas?

– Disso eu não sei, mas nossa rosquinha tá queimando faz tempo. – completou o Sapo, deixando a dentadura cair.