E aí, Geninho?

Depois da parada da Copa do Mundo, o Avaí voltou arrasador na série B. Disputou três jogos e alcançou três vitórias. Geninho fez a torcida avaiana acreditar que seria possível este time do Avaí jogar num esquema 4-4-2 e galgar umas das quatro vagas para a série A.

As vitórias deixavam em segundo plano os fatos de que contra o Atlético-GO o gol salvador foi no apagar das luzes, contra a Ponte Preta foi de falta e lá em Joinville o time da casa desperdiçou diversas oportunidades.

Mas quis o treinador modificar as peças do seu 4-4-2, para  a partida contra o Luverdense, e Diego Felipe foi sacado. Com isso o time perdeu, e muito, a pouca velocidade que tinha no meio de campo. Já contra o Oeste ele voltou com o Diego Felipe no meio, mas optou por Eduardo Neto no lugar do Eduardo Costa, perdendo, então, em “pegada” no meio de campo.

Na tabela abaixo, pode-se ver os atletas que disputaram as cinco partidas pós-Copa:

Atlético-GO Ponte Preta Joinville Luverdense Oeste
Vágner Vágner Vágner Vágner Vágner
Bocão Bocão Bocão Bocão Bocão
Antônio Carlos Pablo Pablo Antônio Carlos Pablo
Pablo Bruno Maia Antônio Carlos Bruno Maia Antônio Carlos
Carleto Carleto Carleto Carleto Marrone
Eduardo Costa Eduardo Costa Eduardo Costa Eduardo Costa Eduardo Neto
Diego Felipe Diego Felipe Eduardo Neto Eduardo Neto Diego Felipe
Cléber Santana Cléber Santana Cléber Santana Cléber Santana Cléber Santana
Marquinhos Marquinhos Diego Felipe Marquinhos Marquinhos
Anderson Lopes Anderson Lopes Anderson Lopes Anderson Lopes Wilker
Paulo Sérgio Paulo Sérgio Paulo Sérgio Willen Héber
Júlio César Eduardo Neto Diego Jardel Diego Felipe Revson
Bruno Maia Roberto Roberto Roberto Willen
Héber Héber Willen Paulo Sérgio

Constata-se que contra o Oeste o treinador sequer utilizou a terceira substituição. Demonstrando a satisfação com o resultado de empate.

Ocorre que num campeonato de pontos corridos o fundamental é jogar para vencer. Afinal, uma vitória em três jogos vale mais do que três empates.

O fato é que o meio-campo do Avaí está extremamente lento. E no futebol moderno isto pode ser fatal. Outro calcanhar de aquiles, do Avaí, é a lateral esquerda. E neste ponto creio que o Geninho tem duas opções: 1) Jogar com três zagueiros (pode até um volante compor a linha), ou colocar um volante na lateral esquerda (como já está fazendo), mas proibí-lo de apoiar. Além disso, Bocão está caindo de produção, errando muitos passes do meio para frente.

No final de semana, o Coritiba usou o Alex no ataque, na partida contra o Fluminense. Não seria o caso de se pensar em Cléber Santana e/ou Marquinhos jogando no ataque? Afinal, se o treinador não tem coragem de deixar os craques assistindo um pouco as partidas no banco de reservas não seria a hora de testá-los no ataque? Assim seria possível ter velocidade no meio de campo, com os Diegos Felipe e Jardel.

Confesso que hoje eu não saberia dizer um time ideal do Avaí, mas testaria uma dessas duas opções:

1) 3-5-2, com: Vágner; Antônio Carlos, Pablo e Bruno Maia; Eduardo Costa, Júlio César, Bocão, Diego Felipe e Diego Jardel, Marquinhos e Cléber Santana.

2) 4-3-3 (ou 4-3-2-1), com: Vágner; Marrone, Pablo, Antônio Carlos e Revson; Eduardo Costa, Diego Felipe e Diego Jardel, Marquinhos, Cléber Santana e Anderson Lopes.

 

Como está é que não dá para ficar.

E aí, Geninho?

No início das oitavas a Copa foi dos Davis

Que me desculpem Júlio César, James Rodríguez, Robben e Huntelaar, mas neste início das oitavas a Copa foi dos Davis.

Pelo lado do Brasil David Luiz fez o gol da seleção no tempo normal e abriu com precisão a cobrança de pênaltis. Júlio César lhe roubou a “alcunha” de melhor em campo ao defender dois pênaltis.

Mas quem sabe não seria a trave o “melhor jogador” brasileiro em campo?

Além do mais, o juiz atrapalhou o espetáculo. Na minha opinião Hulk não dominou aquela bola com o braço e o juiz deixou os chilenos se revezarem no “espancamento futebolístico” em cima do Neymar.

Mas que esse tenha sido o jogo da expurgação. Que os jogadores brasileiros joguem a próxima (espero que as próximas) partida com responsabilidade e alegria mas tirem de si o peso que não lhes cabe. Pronto Júlio, mostraste aos teus críticos que mereces estar onde estás. E demais jogadores apenas joguem futebol! Esqueçam por algum momento que tem uma propaganda dizendo que a vaia faz o craque crescer. E parece que a torcida brasileira está levando essa propaganda muito a sério. Afinal, vaia até o hino adversário replicando práticas antidesportivas que hipocritamente nas redes sociais (quer virtuais ou reais) alega abominar.

E, caro Felipão continue com seus paradigmas defensivos que vão te levar ao título, mas por favor nos dê a chance de ver o time atacar com um pouco mais de qualidade. Ou pelo menos tente isso. É possível, e você sabe disso, de manteres a tua força defensiva modificando levemente o teu esquema tático ofensivo. Trocar jogadores como peças de tabuleiro está tão previsível e sem resultados concretos.

Hoje, com os jogadores à disposição eu escalaria: Júlio; Maicon, David, Thiago e Marcelo; L. Gustavo, Fernandinho, Hernanes e Oscar; Hulk e Neymar. E tem que obrigar o Hulk a chutar de fora da área. Ou será que ele desaprendeu? E se nem assim o Hulk deslanchar coloca o Bernard ao lado do Neymar, com os meias chegando ao ataque … Não custa tentar, custa?

Ah, como o L. Gustavo está suspenso, no próximo jogo eu colocaria o Ramirez no seu lugar. Mas pode ser o Paulinho, também.

Mas você que está lendo este texto já deve ter se perguntado quem é o outro (ou outros) Davi de quem falo no título?!

Falo de um certo Davi: um ser humano, nem tão fraco, nem tão forte, que em determinado momento de sua vida precisou enfrentar um gigante chamado Golias. E, curiosamente, ou melhor: astutamente, venceu a batalha.

Nesta Copa já temos este Davi que atende pelo nome de Costa Rica. E não derrubou apenas um Golias. Já foram quatro.

Primeiro o Golias Uruguai, bicampeão mundial e quarto colocada no último mundial, que havia impossibilitado a Costa Rica de disputar a Copa de 2010. Imagina: No sorteio você cai no Grupo considerado da morte, e fará a estreia contra o time que na repescagem para a classificação da fase final da Copa anterior lhe tirou o sonho de disputar um mundial.  Mas daí você lembra: O que tenho a perder? Nestes eliminatórias já venci Estados Unidos e México (os tais “soberanos” da CONCACAF) , então por que não é possível vencer o Uruguai?

Após abater o Uruguai foi a vez de enfrentar o Golias Itália, simplesmente tetracampeão mundial.  No mundo todos pensavam que a vitória da Costa Rica contra o Uruguai havia sido uma surpresa. Mas, novamente, outro Golias cairia em solo brasileiro. E depois dos italianos foi a vez dos ingleses, não menos gigantes, reconhecer a superioridade do Davi Costa Rica.

Pronto. Para todos a Costa Rica já havia feito seu papel de surpresa da Copa. Poderia perder nas oitavas e ir embora que já seria aplaudida. Mas os jogadores queriam mais. E a Grécia, campeã da Eurocopa de 2004 (por isso não menos gigante) sentiu a pedrada da Costa Rica, quando Bryan Ruiz abriu o placar no início do segundo tempo. Mas aos 21 minutos da segunda etapa um jogador costarriquenho foi expulso e o gigante Grécia mostrou que aquela partida seria épica. E, com isso começava o drama da Costa Rica, que era salva constantemente pelo goleiro Navas, em brilhante atuação. Mas os gregos marcaram no último minuto de jogo, levando a partida para a prorrogação. Esta totalmente desumana. Jogadores se arrastavam e caiam em campo. E a Grécia perdeu a oportunidade de decidir o jogo.

Nas penalidades, gol a gol, a dramaticidade só aumentava. Mas como os gregos entendem melhor, também, de tragédia, Gekas perdeu o pênalti bem defendido por Navas. E bastou Michael Umanã converte a penalidade para a Costa Rica derrubar mais um Golias nesta Copa.

Agora, que venha o Golias Holanda… por que ninguém mais sabe do que esse Davi Costa Rica é capaz de fazer!

Está tendo Copa

Quatro jogos já foram realizados e hoje mais quatro se realizarão! É overdose de Copa meu povo!

E para quem curte futebol isso é um prato cheio. Mas, infelizmente o Governo Federal não criou o Bolsa Copa, então uma das partidas que gostaria muito de assistir foi vista por VT mesmo. Mas toca o baile, digo a Copa!

E muitos gols já foram anotados. A média é de 3,75 gols por partida. E isso por que anularam dois gols mexicanos.

E quanto a isso, no tocante à arbitragem ela está deixando a desejar. Os pênaltis anotados para o Brasil e para a Espanha foram bastante duvidosos, e tiveram os gols anulados do México. Mas o nível da arbitragem está ruim? Ou sempre foi? Convenhamos, agora são milhares de câmeras acompanhando os jogos. Portanto, a FIFA precisa rever urgentemente seus conceitos, sob pena de perder, definitivamente, a credibilidade.

Quanto à seleção brasileira os seus maiores problemas são as conhecidas faltas de coberturas nos avanços dos laterais. Poderão nos dar sustos como na estreia, mas não devem nos prejudicar nesta primeira fase. Contudo, Felipão precisará corrigir este ponto, pois nem sempre terá Oscar num dia inspirado e Neymar tão decisivo.

México e Camarões fizeram um jogo corrido, mesmo sob muita chuva (é preciso ressaltar a excelência da drenagem na Arena das Dunas), o que demonstra que os jogadores brasileiros precisarão estar bem atentos nos próximos dois jogos.

A seleção chilena jogou “para o gasto” contra os australianos. Abriu avassaladoramente o placar, se acomodou, sofreu um gol, mas depois confirmou a vitória. Dois empates, contra Espanha e Holanda, devem classificar os chilenos.

Porém, a grande surpresa destes primeiros jogos foi a vitória da Holanda. Não o fato dos holandeses vencerem a partida, mas a forma como venceram.

A seleção espanhola fez, praticamente, todo um primeiro tempo no seu tic-tac tradicional, dominando as ações da partida e tentando hipnotizar os holandeses. Mas há um diferencial no esquema espanhol, em relação às últimas Copa e Eurocopa: há um centroavante no time titular. Se antes o tic-tac fazia a maior parte de suas jogadas pelos lados do campo, agora há uma insistência de enfiadas de bola pelo meio. E tal fato facilita a marcação adversária. Mas curiosamente o atual esquema favoreceu o lance duvidoso de penalidade, que gerou o gol da Espanha.

Porém,  no final do primeiro tempo o relógio quebrou! E Van Persie num gol espetacular empatou a partida.

No início do segundo tempo a seleção holandesa aplicou o tic-tac espanhol e em seguida enfiou uma bola pelo meio da, ainda, atordoada defesa espanhola para virar o marcador. Por incrível que pareça a trave e o goleiro Casillas salvaram a Espanha de um vexame maior. Se é possível isso.

Conseguirá a Espanha consertar o relógio para o próximo jogo? Se sim, quem pagará o pato serão os chilenos.

É meus amigos: está tendo Copa! E que Copa!

Raul 100% e Sidney 0%

O Avaí já havia feito um bom primeiro tempo de partida neste ano. Foi contra o Boa Esporte. Dominou completamente o adversário, contudo não conseguia arrematar a bola na direção do gol. Também, neste ano, já ocorreram duas grandes viradas. Contra o ASA (pela Copa do Brasil) e contra o Paraná. Daquelas que são conquistadas com muita raça.

Mas ontem, contra o Náutico, o domínio do Avaí no primeiro tempo foi diferente do jogo contra o Boa. Afinal, o time da casa também atacou, exigindo a boa presença do goleiro avaiano. E a raça do final das partidas acima citadas foi substituída pela “catimba moderada” do goleiro Vagner.

No primeiro tempo, sob chuva, ou seja, com o campo molhado o Avaí fez pelo menos em três oportunidades aquilo que muito raramente havia feito neste ano. Tocou a bola. Trocas de passes constantes, como num treino de dois toques. Jogadores próximos uns dos outros. Time compactado. E desta forma chegava ao ataque e concluía as jogadas em direção ao gol. Não lembro de ter visto o Avaí jogar assim neste ano. Inclusive foi desta forma que o Leão fez o único gol do jogo. Numa bela jogada que terminou com o passe de Tinga na cabeça de Paulo Sérgio.

O posicionamento dos jogadores do Avaí era tão interessante que a impressão é que em determinados momentos o time atacava e pressionava o Náutico num 2-5-1-2. Importante ressaltar, também, que tanto Tinga e Marrone tomaram conta do lado direito do campo quanto Eduardo Neto e Eltinho do lado esquerdo. Nem aparentavam ser os mesmos jogadores das partidas anteriores.

Desde 2008 que podemos dizer tranquilamente: como joga esse Avaí na chuva!

No segundo tempo (a chuva parou) o Avaí apresentou uma única vez esta jogada de toque de bola e foi aos sete minutos de jogo. Antes disso foi pressão do Náutico e depois também, tendo o Leão deixado de definir a partida em diversas oportunidades nos contra-ataques, especialmente perdidos pelo Heber. Diego Jardel entrou mal na partida. Demonstrou que neste esquema do Cabral ele não conseguiu substituir o Tinga. Talvez no lugar do Cléber. O treinador avaiano percebeu a tempo a situação e colocou o Abuda para recompor aquele lado. Assim deslocou o Eduardo Neto para a lateral jogando com Diego Jardel pela esquerda e Marrone e Abuda atuaram pela direita.

O problema é que o time do Avaí tem cansado no segundo tempo. Em consequência aumentam os erros de passes e a tensão dos torcedores. (Já estão pensando na preparação física durante a parada para a Copa?)

No final das contas foi possível concluir que o Avaí privilegiou a marcação (e assim deve ser a série B para times com orçamentos reduzidos), tendo jogado quase toda a partida com quatro volantes em campo, sem deixar de lado o toque de bola e o objetivo do gol. Se no segundo tempo os atacantes tivessem acertado os contra-ataques o Avaí teria vencido com mais tranquilidade.

E Raul Cabral segue com 100% de aproveitamento no comando do Avaí. Já Sidney Moraes segue com 0%, neste ano, em jogos contra o Leão. Será que ele não pode treinar todos os nossos demais adversários?

O melhor dia de todos

ou quase …

Não entendeu o título? Clica no play e segue lendo o texto:

Dia: Sábado, 17 de maio de 2014

Objetivo: Fazer com que o meu filho tenha a melhor primeira experiência de ir num estádio de futebol

 

Faz um pouco menos de um mês que o meu filho pediu: “Pai, quero ir no campo ver um jogo do Avaí”. Seria sua primeira vez num estádio de futebol, e eu gostaria que ele tivesse uma experiência diferente da imagem que eu tenho da primeira vez que fui assistir uma partida. Ou seja, tudo deveria transcorrer muito bem.

O próximo jogo que o Avaí faria num sábado à tarde, seria contra o Ceará, no dia 17/05. Agora era só torcer e ter pensamentos positivos para dar um bom dia de sol.

O sábado dia 17 chegou e nenhuma nuvem havia no céu. Sol resplandecente e um dia propício para ir ao estádio.

Antes, porém, bem mais cedo o meu filho tinha escolinha de futebol na sua escola. E enquanto nos preparávamos para sair de casa (minha esposa, ele e eu), a TV foi ligada e sintonizada num canal de desenho. Era o episódio do Bob Esponja, cuja música tema é o vídeo acima. Propício, não!?

Afinal, era isso que eu desejava proporcionar ao meu filho: o seu melhor dia de todos!

Depois do seu treino de futebol nos dirigimos para o Carianos onde faríamos um churrasco na casa do meu irmão antes de irmos ao jogo.

No caminho decidi sugerir para minha esposa: Vamos passar na loja do Avaí? Quero comprar uma camisa para o Neto e para mim.

Ela topou e fizemos a parada na Ressacada. E lá, na Avaí Store, a primeira surpresa do dia. Minha esposa decidiu que também queria uma camisa do Avaí e que também iria ao estádio. Opa! Dois estreantes dentre os torcedores!

Depois disso, foi saborear o churrasco e assistir a preliminar do jogo da Ressacada: o empate entre Barcelona e Atlético de Madrid, que consagrou este último campeão espanhol.

Então partimos para a Ressacada. Precisava, ainda, comprar os ingressos e levar o Neto para o setor onde ele entraria com outras crianças, junto com os jogadores.

 

 

Minha esposa e eu levamos o nosso filho e o nosso sobrinho para o setor onde as crianças se encontram. E sob o comando da Maria Helena Müller elas foram levadas até o túnel de saída dos jogadores. Antes, outra surpresa: Maria Helena me convidou para ser uma das pessoas a entrar em campo carregando a bandeira de Santa Catarina. Prontamente aceitei, claro. E foi uma experiência muito legal estar ali ao lado dos jogadores, perfilados, para a execução dos hinos.

Durante o jogo, na torcida, a minha esposa cantava, reclamava do juiz, vaiava o adversário. Do outro lado, meu filho brincava com outras crianças, assistia o jogo, também reclamava do juiz e vaiava. Na hora do gol avaiano pude vê-lo pular de braços erguidos e soltar o grito de gol da garganta. Era o clímax do que estava sendo o melhor dia de todos.

Mas tem “ou quase” lá em cima, antes do vídeo, reparaste?

Pois é, tenho que falar do jogo. E logo no início o Leão quase abriu o placar, após um cruzamento do Bocão. Em seguida, num outro ataque do Avaí,  juiz quase deixou de aplicar o cartão amarelo para o defensor do Ceará, que fez uma falta dura no jogador avaiano. O Avaí teve algumas oportunidades de abrir o marcador no primeiro tempo, apesar de CS88 estar jogando muito abaixo de sua capacidade e Tinga continuar sendo o Tinga. Assim como o Ceará quase abriu o marcador, tendo Vagner efetuado uma defesa de puro reflexo. Questiono: por que os jogadores do Avaí não chutam de fora da área no gol adversário?

No segundo tempo, o árbitro demonstrou estar fora de sintonia com a partida. Deixou o time do Ceará bater e até mesmo agredir os jogadores do Avaí, sem puní-los devidamente. E o auxiliar do lado do setor A, que no primeiro tempo pareceu estar com o braço engessado de tantos impedimentos que marcou, não viu o impedimento no gol do Ceará. Circunstâncias como estas nos fazem pensar na existência de situações extra campo.

O técnico Pingo errou ao sacar o Anderson e colocar o Roberto. Este parece não querer mais jogar no Avaí. Deixa treinando em separado. Paulo Sérgio, que entrou depois, pelo menos demonstrou vontade em jogar.  Ontem, na segunda etapa, pude acompanhar as jogadas do lateral esquerdo avaiano. Jogada típica: Eduardo Neto abre na lateral e recebe a bola para prosseguir em profundidade. Ele para a bola e volta o jogo. Na marcação sempre deixa o lado esquerdo desguarnecido e está mais centralizado. Será que o Pingo não quer testá-lo como líbero? Quem sabe dá certo, pois ele quase nunca está na lateral.

Diga-se de passagem, da forma que está ou Tinga e Eduardo Neto deixam de ser titulares, ou o Pingo deixará de ser técnico do Avaí. Assim como está o clube não chegará em lugar algum.

É de se ressaltar as boas atuações de Diego Jardel, Eduardo Costa e do goleiro Vagner. A dupla de zaga também foi melhor do que nas partidas anteriores.

No final das contas, o Avaí quase ganhou, mas o Ceará quase virou, ou seja… quase foi o melhor dia de todos!?

Claro que não! Apesar do empate, foi sim o melhor dia de todos. Afinal, num belo dia de sol, com pouco vento na Ressacada e torcer para o Avaí ao lado da esposa e do filho (além do meu irmão, cunhada e sobrinho), confesso que o placar, ontem, ficou em segundo plano! Afinal o veredito do meu filho foi:”muito legal, gostei muito”!

Quase o Avaí que desejamos

O jogo começou e logo o torcedor pode perceber que seria o Avaí dos últimos jogos a entrar em campo.

Jogadores do Avaí caíam sozinhos no gramado (seriam as travas das chuteiras? o campo molhado?). Bocão e Eduardo Neto, principalmente este último, tinham avenidas para utilizar. Mas Eduardo Neto travava e não avançava e Bocão aguardava a defesa para nela esbarrar.

Marquinhos Santos até começou a aparecer pela esquerda para jogar com Eduardo Neto, mas isto foi apenas nos minutos iniciais.

Mas havia algo de diferente no ar…

E era o próprio Marquinhos que nos demonstrou isso (numa das raras chances de gol da equipe do ASA no primeiro tempo), quando voltou correndo praticamente todo o campo e num carrinho preciso, dentro da área, evitou o chute do atacante adversário. Raça e vontade pura! Mas no primeiro tempo essa demonstração apareceu em breves lampejos.

Tanto que Roberto, ainda no final do primeiro tempo, demonstrou que não faria (ou não queria fazer) gol na noite de ontem. Em duas excelentes oportunidades ele deixou de fazer o gol ao chutar fraco ou fraco e para fora.

Cheguei ao final do primeiro tempo a indicar pelo twitter: Eduardo Neto, Roberto e Tinga. O Pingo pode fazer as três substituições sem peso na consciência.

Não fez nenhuma delas no intervalo, mas no decorrer do segundo tempo. E elas foram fundamentais para a mudança de postura do Leão na partida. Afinal, o Avaí precisa de zagueiros? Precisa! Precisa de atacantes? Precisa! De laterais? Precisa! Mas a inércia do Pingo também é latente. O treinador avaiano precisa reagir. Também precisa mostrar garra e inovação. Por que não testar o Avaí com um zagueiro no lugar do Eduardo Neto e com Diego Jardel no lugar do Tinga?

E o goleiro Vagner precisa deixar a sua estrela brilhar e parar de ouvir “dicas” do goleiro Diego. Se decidiu sair do gol deveria ter convicção que chegaria antes do atacante, caso contrário o mais prudente era ter retornado ao gol e dificultado a definição do jogador do ASA.

Antes do goleiro do ASA quase ter sido substituído por quase ter quebrado uma das costelas (SQN), Paulo Sérgio havia colocado a bola nas redes adversária. Mas o auxiliar muito bem assinalou o impedimento.

O início de cai-cai da equipe alagoana despertou a “ira” dos jogadores e da torcida avaiana, que passaram a “jogar” juntos, como nos velhos (nem tão velhos assim) tempos.

Neste clima Anderson Lopes empatou para o Avaí, depois uma bola acertou a trave, e num outro lance o próprio Anderson Lopes, agora oportunista, aproveitou o rebote e sacramentou a virada.

O suficiente para que o comentarista da FoxSports, animado pela torcida e mesmo distante (já que comentava em estúdio), sacramentasse: “sensacional a virada do Avaí”.

Depois da virada a torcida passou a vaiar quem devia: o time do ASA.

No final de tudo o torcedor pode respirar e pensar: este é quase o Avaí que queremos!