Vitória 0 x 1 Criciúma

Enfim veio a vitória fora de casa !  A segunda vitória seguida e sob o comando do técnico interino Sílvio Criciúma. Interessante: com o Vadão o Tigre jamais venceu fora do Heriberto Hülse e muito menos com duas vitórias consecutivas neste Brasileirão. Estou vendo um time mais compacto atrás e no meio, tanto que tomou apenas 1 gol nos últimos três jogos. Mas as muitas mudanças no ataque têm atrapalhado o Tigre , mas mesmo assim tem feito os gols necessários para as duas vitórias conquistadas. Se olharmos a tabela e o Criciúma ocupando o meio dela, ainda veremos equipes como Fluminense, Vasco, Flamengo, Atlético Mineiro, São Paulo, abaixos do Tigre. Portanto, foram duas importantes vitórias, mas muito longe de dar uma tranquilidade na tabela. Até porque Goiás , Atlético PR e Bahia vêm obtendo uma maior regularidade na competição do que a equipe catarinense, e são concorrentes diretos pela permanência na elite.  A questão é a seguinte: continuar ou não com o treinador interino ?  Penso que dando certo deve-se manter ele sim ! Devemos abolir a frase: “santo de casa não faz milagre” !  Ele conseguiu fazer em duas rodadas o que o experiente VADÃO não conseguiu em 15 !  Mas sei que no primeiro tropeço do Sílvio e com a pressão que será exercida, a direção anuncia um novo nome. Mas isso será a melhor opção ????????   Enfim, saímos da UTI , mas ainda estamos internados. Muito cedo ainda para ir para o quarto e consequentemente ter alta e ir para casa. Lá para dezembro eu acho.

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Que time é teu?

O manezinho foi participar da Jornada Mundial da Juventude na expectativa de quem sabe estar bem próximo do papa Francisco e pedir pela recuperação do seu time que anda tão mal das pernas.

Não conseguiu alcançar o seu objetivo. Mas rezou bastante pelo seu time e conheceu algumas jovens de outros continentes e de outros Estados do Brasil. Ou seja, não foi uma viagem perdida.

Mas já era domingo de noite quando foi até um bar próximo da orla de Copacabana. E ali mesmo no balcão tomava sua gelada, quando de repente escutou dois jovens discutindo numa mesa sobre futebol:

_ Cara, meu time tem um monte de medalhões, jogadores de nível de seleção, mas não ganha de ninguém.

_ Nem tá diferente da situação do meu time, mano.

_ De que adiantou o investimento da diretoria, se esses m… deixaram o time na zona de rebaixamento.

_ Pois, é. O meu também está lá. E com nove pontos.

_ Os mesmos nove pontos do meu time.

_ E agora querem trocar de treinador…

_ E adianta, o meu time trocou faz pouco tempo e nada mudou.

_ Cara, são quatro partidas seguidas sem vencer …

_ É mano, tá feia a situação, mas o meu já está a sete jogos sem saber o que é vitória no brasileiro.

_ E a torcida, é claro… não comparece.

Nisto o manezinho se viu familiarizado um dos dois também deveria torcer para o seu time. Afinal, jogadores medalhões, nível de seleção, zona de rebaixamento, nove pontos e tantas partidas sem vencer. “Um deles é avaiano” – pensou.

Foi ao encontro dos dois e perguntou, sem cerimônia:

_ Ei, que time é teu?

Meio sem entender o que se passava, os dois jovens se entreolharam e um deles levantou alterado:

_ Tá zoando da nossa cara, mano?

O manezinho tratou de se explicar e com isso ficou sabendo o que queria:

_ Eu torço para o Fluminense…

_ e, eu para o São Paulo.

Pensou o manezinho: Tirando o risco do leão cair para a série C, tem torcedor de time dos ditos grandes sofrendo tanto como nós.

Será que ainda dá para o Galo?

Hoje parei para assistir ao confronto entre Atlético Mineiro e Fluminense. Em campo muitos jogadores de qualidade. Pelo lado do galo cito o goleiro Vítor, o zagueiro Réver, o volante Pierre e os meias atacantes Ronaldinho Gaúcho e Bernard. Já pelo lado do time das laranjeiras havia o goleiro Cavalieri, os laterais Bruno e Carlinhos, os meias Deco e Thiago Neves e os atacantes Wellington Nem e Fred. E os bancos de reserva também estavam bem frequentados com Leonardo (aquele que se recuperou no Avaí), Escudero e Richarlysson, pelo Atlético e Rafael Sóbis, pelo Fluminense, por exemplo.

Na minha opinião estes dois times, juntamente com Grêmio e Internacional (talvez o São Paulo, também) possuem os melhores elencos do futebol brasileiro.

Retornando ao jogo no estádio Independência, segundo a escalação dos dois times, seria possível imaginar que jogam num esquema tático bastante semelhante, o 4-2-3-1. Esquema este utilizado por Mano, na seleção brasileira, e que o Hemerson Maria utilizou no Avaí no final do catarinense e início da série B. Porém, há uma diferença no modo de jogar entre os dois times que se enfrentaram hoje. Enquanto no Atlético o Ronaldinho Gaúcho (R49) não possui um posicionamento pré definido aparecendo tanto pela direita quanto pela esquerda e, também, pelo meio, no Fluminense em determinados momentos Wellington Nem (Nem) fica efetivo como segundo atacante, geralmente sendo o responsável pela velocidade nas jogadas de contra ataques.

O jogo começou e desde o início deu indícios de como seria a partida durante todo o seu tempo. O Fluminense se defendendo e buscando os contra ataques, afinal o empate lhe era favorável, e o Atlético atacando e dominando todos os espaços do campo.

E o domínio do galo se sobressai, principalmente, pela qualidade dos passes entre seus jogadores. Tanto que aos 8 minutos Bernard, pelo alto, deixou Jô na cara do gol. O atacante bateu de primeira e Cavalieri fez uma grande defesa.

Outro exemplo, de qualidade no passe, foi aos 13 minutos, quando Ronaldinho na lateral direita do setor defensivo do Atlético lançou a bola com precisão, e invertendo a jogada, até os pés de Bernard, bem próximo da grade área. Mas o meia atacante não conseguiu finalizar adequadamente.

Um detalhe interessante é que aos 2o minutos de jogo o Fluminense fez a sua quarta falta na partida, e eram essas as únicas faltas que haviam ocorrido no jogo até então.

E justamente esta falta R49 cobrou com perfeição e estufou a rede adversária. Contudo, a arbitragem anulou o gol marcando falta do jogador do Atlético nos jogadores do Fluminense que estavam na barreira.

A partida chegou aos 30 minutos com incontestável domínio e superioridade do Galo. Mas o Fluminense, que ainda não havia mostrado a razão de ter viajado até Belo Horizonte, poderia ser perigoso nos contra ataques.

Dito e feito. Aos 32 minutos, em lance duvidoso (impedimento) mas em velocidade, Nem recebeu um lançamento. Contudo, quando chegou na área do Atlético não conseguiu finalizar.

Curiosamente, quando o jogo no Independência chegou aos 33 minutos, lá no Engenhão, na partida entre Flamengo e São Paulo, Luis Fabiano desperdiçou um pênalti para os paulistas, defendido pelo goleiro Felipe.

E, em Belo Horizonte, o Atlético continuava melhor, tanto que aos 37 minutos o Fluminense não havia feito nenhuma finalização contra a meta do goleiro Vitor.

A qualidade da partida, especialmente do time mineiro, era tamanha que poucas faltas foram feitas. Aos 41 minutos O Fluminense havia feito oito faltas enquanto o Atlético apenas duas. (O jogo terminou com 29 faltas. 20 pelo Fluminense e 09 pelo Atlético).

Aos 44 minutos quase que o Galo abriu o placar, após R49 lançar Bernard que chutou cruzado, mas Cavalieri conseguiu fazer um pequeno desvio, o suficiente para a bola “beijar” a trave e não entrar. E no minuto seguinte mais uma bola na trave do Fluminense, dessa vez depois de um cabeceio de Jô.

O árbitro havia dado dois minutos de acréscimo, mas com o Fluminense no ataque ele não encerrou a partida. E aos 47 minutos e 40 segundos Thiago Neves sofreu uma falta. E foi aos 49 minutos, na cobrança desta falta pelo próprio Thiago Neves que o Fluminense fez a sua primeira finalização no jogo. Mas o meia mandou longe do gol de Vitor.

Se alguém alheio ao campeonato brasileiro assistisse o primeiro tempo deste jogo diria que o Atlético Mineiro é que seria o líder da competição, com uma certa folga, e não o Fluminense. E a partida poderia estar 3 x 0 para o galo que não seria injusto o placar.

Mas o primeiro tempo terminou mesmo zero a zero.

O segundo tempo iniciou do mesmo modo que terminou o primeiro. Tanto que aos 7 minutos R49 enfia uma bola para o Jô que, desta vez não bateu de primeira, a dominou e não conseguiu a finalização.

Mas aos 10 minutos da segunda etapa, o Fluminense consegue outro contra ataque. Eram cinco jogadores do time carioca contra quatro marcadores do galo. W. Nem recebeu de Fred, de frente para o gol e, na segunda finalização do Fluminense no jogo, abriu o placar. Fluminense um a zero.

O gol não abalou o time do Atlético que aos 15 minutos, num chute de fora da área de Leandro Donizete, colocou mais uma bola na trave do tricolor carioca.

No minuto seguinte o técnico Cuca sacou Guilherme (que realmente era o jogador do galo com menor rendimento) e colocou Neto Berola no seu lugar.

Pouco depois, assim como no primeiro tempo, aos 20 minutos, R49 sofreu uma nova falta. Porém, desta vez, o zagueiro Gum conseguiu fazer o corte e afastar o perigo.

Mas aos 23 minutos o melhor futebol foi premiado. Ronaldinho se livrou do marcador, avançou com a bola e passou para Jô que de esquerda fuzilou o gol de Cavalieri, empatando a partida. Onde estava o lateral direito Bruno que deveria estar fazendo a marcação naquela posição?

É importante fazer um registro. Apesar de ser o zagueiro Réver que vez ou outra veste a camisa da seleção, foi o zagueiro Leonardo Silva que fez uma excelente partida, sendo sempre firme e preciso.

Aos 29 minutos Abel sacou os meias Deco e Thiago Neves, que nesta partida não conseguiram ter a mesma precisão nos passes que o Ronaldinho, e colocou nos seus lugares Wagner e Rafael Sóbis. E, neste momento, quando ocorriam as substituições em Minas o Flamengo abriu o placar contra o São Paulo.

A qualidade e superioridade do time mineiro era tamanha que a virada precisava acontecer. E ela veio, aos 36 minutos quando Bernard, mais uma vez no jogo, acertou um brilhante passe, pelo alto, para o Jô que de primeira, mas de cabeça, tirou a bola do alcance do goleiro Cavalieri, colocando-a no fundo da rede. Detalhe, novamente o caminho para o gol foi pela lateral direita do Fluminense. Desta vez o lateral Bruno estava bem posicionado, contudo foi driblado por Bernard. Além disso, o placar fazia justiça na partida. Pois até este momento o Fluminense havia conseguido apenas três finalização ao gol adversário.

Deu 37 minutos quando Abel fez a sua última substituição tirando Edinho e colocando o atacante Samuel.

Todavia, o time do Fluminense é “cirúrgico” e aos 39 minutos e 50 segundos, na quarta finalização do time, Fred após receber um cruzamento rasteiro de Carlinhos anotou o seu centésimo gol com a camisa do Fluminense e empatou o jogo.

O galo queria a vitória, por isso Cuca tirou o volante Pierre e colocou no seu lugar o atacante Leonardo, já aos 42 minutos do segundo tempo.

O árbitro assinalou três minutos de acréscimo. Será que seriam suficiente?Aos 46 minutos e 16 segundos o atacante Jô teve a chance de colocar o galo novamente na frente mas cabeceou para fora.

Porém, os minutos acrescidos pelo árbitro foram. suficientes. Aos 47 minutos de partida Ronaldinho levantou a bola na área, fazendo-a encontrar o zagueiro Leonardo Silva, que para coroar a sua ótima partida, subiu mais alto que os marcadores e colocou o Atlético mais uma vez na frente do placar. E desta vez para não mais mudar.

Eram 48 minutos quando Richarlyson entrou no lugar de Bernard. E, ainda, aos 49 minutos antes da reposição de bola Junior Cesar e Fred se desentenderam, mas somente o jogador do galo levou o cartão amarelo.

E não houve tempo para mais nada. Final Atlético 3 x 2 Fluminense.

Faltando seis rodadas para terminar o campeonato o Fluminense continua líder e distante seis pontos do próprio Atlético-MG. Será que o time das laranjeiras conseguirá administrar essa vantagem? Ou será que ainda dá para o galo?

Em tempo, Ronaldinho Gaúcho continua a ser, no meu ponto de vista, o melhor jogador que já vi jogar!

Fla x Flu, 100 anos! E o futebol?

Hoje assisti ao badalado jogo de comemoração dos 100 anos do confronto entre Flamengo e Fluminense, o Fla x Flu.

Do lado do Fluminense craques como Deco, Fred e Thiago Neves e do lado rubro negro, Wagner Love (o que ganhou e onde jogou Wagner Love, mesmo?).

Se considerarmos que os clubes brasileiros nunca tiveram a sua disposição, como eles tem hoje, de recursos financeiros oriundos de cotas de televisão e patrocínio, o clássico comemorativo merecia, especialmente pelo lado do time da Gávea melhores jogadores em campo. Mas os administradores de clubes de futebol estão demostrando que  não sabem aplicar bem e com consciência os recursos que possuem à disposição.

Mas, voltando ao jogo, no primeiro tempo o time das Laranjeiras mostrou a sua superioridade, principalmente ao explorar a velocidade de Wellington Nem. Deco e Thiago Neves cadenciavam o meio de campo e Fred, oportunista, marcou o único gol do jogo. A defesa do Flamengo é muito ruim, incluindo aí o lateral esquerdo Ibson. A verdade é que o time do Flamengo estaria fazendo o seu torcedor sofrer mesmo se estivesse disputando a série B.

A superioridade do Fluminense no jogo terminou com o primeiro tempo. Para a segunda etapa Joel Santana tirou Diego Maurício e colocou o jovem meia Adryan, de dezessete anos, para jogar no ataque. E no segundo tempo não é que o Flamengo tenha melhorado. O Fluminense é que abdicou de atacar. Formou duas linhas de defesa, uma primeira de quatro jogadores e outra de cinco, que dificultou e muito as jogadas do Flamengo.

O Fluminense marcava em linhas e buscava os contra ataques, que não obtiveram os resultados esperados. É de se destacar também que enquanto estiveram em campo Fred e Deco buscaram o tempo todo pressionar o árbitro a cada falta marcada contra o time das Laranjeiras. Mas na segunda etapa o Flamengo foi um pouco melhor, porém era visível a falta de qualidade do elenco rubro negro que depositava suas esperanças no jovem Adryan.

O técnico Abel Braga no decorrer do segundo tempo foi tirando os seus craques (Fred, Deco e Thiago Neves) e o Flamengo tentou colocar mais juventude, com a entrada de Mattheus (filho do ex-jogador Bebeto), de 18 anos.

Mas de nada adiantou. A falta de qualidade da equipe do Flamengo esbarrou na eficiente defesa do Fluminense. Mas o futebol mesmo, aquele que os mais saudosos gostam de ver, se fez raramente presente nesta comemoração.

E, pelo andar da carruagem o torcedor rubro negro, da forma como está o time, está fadado a sofrer neste ano!